Champagnat quer virar universidade


| Tempo de leitura: 2 min
O Colégio Champagnat em Franca poderá tornar-se uma universidade em 2008. A Prefeitura e a Secretaria de Educação elaboraram um projeto e o encaminharam para o MEC, através do deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB), solicitando a implantação de um pólo da UAB (Universidade Aberta do Brasil). A instituição faz parte de um programa do governo federal. Nela, todo o ensino é gratuito. A proposta é oferecer cursos de ensino superior a distância e presencial para jovens carentes que encontram dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. Nessa modalidade de educação, a interação entre docentes e alunos é independente de tempo e espaço, com forte mediação não só das tecnologias de informação e comunicação mas também por rádio, TV, vídeo, telefone, correio e fax. Seria como um telecurso avançado. Os cursos contarão com professores e tutores a distância, que terão seus salários pagos pelo programa federal, que ainda deve custear a produção de material didático, a capacitação de tutores e docentes e as diárias e passagens para encontros presenciais. De acordo com Leila Haddad, secretária municipal de Educação, as chances de Franca ser contemplada são grandes devido o programa estar em expansão e o prédio do Colégio Champagnat oferecer toda a infra-estrutura necessária para o funcionamento da UAB. "Temos sete salas disponíveis, além de biblioteca e laboratórios. Além disso, todo o prédio está passando por reforma, que deverá estar concluída até o fim do ano". Atualmente, há 290 pólos de apoio presencial em funcionamento no Brasil distribuídos em todos os Estados da federação. Para o próximo ano, o governo quer oferecer o programa para outras localidades. São 60 mil vagas em 90 opções de cursos diferentes. Caso o pedido seja aprovado, Franca pleiteará cursos nas áreas de agronegócios, finanças bancárias, marketing e vendas, meio ambiente, pedagogia, história, matemática, administração e informática. "Os cursos e o total de vagas oferecidas serão definidos em uma etapa futura, mas acredito que as turmas terão limite de 25 alunos", adiantou Leila. A forma de acesso à universidade também não está definida, mas a secretária acredita em um processo com seleção criteriosa que tenha por objetivo favorecer os jovens. "É muito interessante para a nossa cidade ser pólo municipal de apoio presencial de um programa federal. É um meio de acesso a novas tecnologias que prepara jovens e adultos menos favorecidos para a vida e o mercado de trabalho". Ainda segundo Leila, não só Franca será beneficiada, mas também os municípios da região.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários