Se não fossem as transferências e os alvarás de soltura, Franca precisaria de uma nova cadeia a cada três meses. Isso, levando em conta apenas a produção da Polícia Militar. A instituição acaba de fechar o balanço do primeiro trimestre. Os números mostram que nunca tantas pessoas foram presas na cidade quanto em 2007. Os dados indicam que a quantidade de criminosos não pára de crescer, como também revelam uma atuação eficaz por parte dos policiais.
Nos três primeiros meses do ano, foram presas 285 pessoas em Franca. O desempenho foi 32% maior do que o verificado no mesmo período de 2006, quando 215 pessoas foram mandadas para a cadeia. A capacidade aceitável do presídio do Jardim Guanabara é de 218 presos. “Se considerarmos o número de vagas tido como ideal, efetivamente, a capacidade seria preenchida num intervalo inferior a três meses, já que no período as prisões acabam excedendo o contingente. A polícia está na rua e obtendo um desempenho positivo, mas não podemos esquecer que a cidade é uma das que mais crescem no Estado e os problemas sociais também acompanham a progressão da população. É inegável que o número de criminosos tem crescido”, disse o major Brandão, subcomandante do 15º batalhão sediado em Franca.
Os dados de produtividade da PM obtidos com exclusividade pelo Comércio mostram que foram realizados 223 flagrantes durante os meses de janeiro, fevereiro e março. No ano passado, foram 162.
O crescimento é de 37%. “Os números se referem à quantidade de ocorrências registradas. Há vários casos em que mais de uma pessoa é presa no mesmo flagrante”, explica o tenente Araújo.
A maior parte dos flagrantes se refere ao tráfico de drogas. Em seguida, aparecem as prisões por furto e roubo. Em 2006, a Polícia Militar realizou 630 flagrantes e prendeu 800 pessoas.
Caso a média verificada no primeiro trimestre de 2007 se mantenha, a projeção é de que a PM feche o ano com 892 flagrantes e 1140 presos.
A estatística da Polícia Militar também apresenta uma relevante evolução no número de presos condenados capturados. Nos primeiros três meses de 2006, foram 52, contra 90 deste ano. O crescimento foi de 73%. O único item que apresenta queda é o de armas apreendidas: 30 em 2007, contra 52 no ano passado. “Muitas vezes, apreendíamos armas nas mãos de pessoas de bem. Esse número tende a cair em função das apreensões e das campanhas de desarmamento. Atualmente, as armas se concentram mais nas mãos de criminosos”, afirma o major Brandão.
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