Para o mecânico francano Cláudio Petecostes da Fonseca, 40, que no último feriado esteve em Rifaina, quem faz a segurança nas represas da região são os próprios banhistas. "Quem não sabe nadar tem mais é que usar colete salva-vidas. Não dá para se arriscar".
Fonseca tem razão. Quem procura os lagos da região para se divertir deve estar ciente dos riscos que corre ao entrar em represas desconhecidas. Se o destino for Minas Gerais, a situação pode se complicar ainda mais. Simplesmente não há salva-vidas nas represas da região de Itambé e Peixoto. O mesmo acontece em Delfinópolis.
O prefeito de Ibiraci, Ismael Silva Cândido (PT), disse que não é obrigação da prefeitura manter pessoas nas represas existentes naquele município para "vigiar" os banhistas. "Não tenho nem pessoal para isso", disse. A administração também não mantém trabalhos de conscientização junto aos banhistas para alertá-los dos perigos que escondem as águas das represas.
O Corpo de Bombeiros de Franca adota o mesmo discurso. "As prefeituras não são obrigadas a contratar salva-vidas, há menos que exista uma lei específica no município que trate do assunto", afirmou o soldado Magno.
No início do verão, os bombeiros fazem trabalhos preventivos em represas da região para conscientizar banhistas. "Não dispomos de efetivo para manter sempre nestes locais. A própria pessoa precisa saber que estará correndo perigo nestas represas, principalmente se beber. Se as prefeituras solicitarem, a gente pode ir até o local e fazer um trabalho preventivo. Mas isso é feito mais durante o verão. No restante do ano, é raro", disse Magno.
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