A relação entre Dona Augusta Paludetto e a rádio Difusora começou em junho de 1962, quando a emissora começou a funcionar na Rua do Comércio. Mas ela se tornou ainda mais estreita com a instalação da Rádio do Povo ao lado de sua casa, na esquina das Ruas Thomaz Gonzaga e Estevão Leão Bourroul, há 18 anos.
Agora, com a mudança da emissora para as novas instalações no prolongamento do Jardim Ângela Rosa, Dona Augusta, como é conhecida, não esconde a tristeza: “É como a morte de um parente meu. A dor é incalculável”, tem dito aos funcionários da Difusora desde quando recebeu a notícia da mudança.
O sentimento é contrário ao de quando soube que a Difusora iria se instalar ao lado de sua casa. Se já era fã da emissora e conhecida colaboradora de alguns programas que já faziam sucesso em Franca, tornou-se amiga de alguns locutores, que costumam freqüentar almoços que ela faz questão de oferecer. Um dos segredos que Dona Augusta conta é que não faz diferença entre os profissionais consagrados e os demais funcionários. “Trato todo mundo igual”, disse.
Mas ela também tem um que é “do coração”: Valdes Rodrigues. “Conheço o Valdes desde quando ele era mocinho”. No consagrado Show da Manhã, ela faz parte de um grupo cativo: não participa das brincadeiras, mas sempre manda bolos e suas receitas e os mais variados presentes ao apresentador.
O relacionamento “entremuros” também já a fez presenciar algumas discussões, até normais em uma empresa na qual trabalha tanta gente. Mas ela prefere desconversar. “Sobre isso, não vale a pena falar. Prefiro assuntos agradáveis”, desconversou. O carinho com que trata a todos, indistintamente, fizeram-na a madrinha da Difusora, título dado pelo antigo proprietário, Rui Pieri. “E gostaria de continuar sendo, mesmo após a mudança”, afirmou Dona Augusta. Pedido feito, pedido aceito. O título foi mantido pela nova direção da empresa. “Vou continuar ligada na Difusora até o fim dos meus dias”, declarou, do alto dos seus 90 anos bem vividos.
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