A rádio Difusora começará, a partir desta semana, uma nova era. Depois de 18 anos instalada na esquina das Ruas Thomaz Gonzaga e Estevão Leão Bourroul, a emissora passará a operar em novo endereço, na Avenida Eliza Verzola Gosuen, prolongamento do Jardim Ângela Rosa. A partir de quarta-feira, a programação já será feita no novo espaço e com equipamentos recém-adquirida, de última geração, com tecnologia digital.
Segundo o diretor da Difusora e do Comércio da Franca, Corrêa Neves Júnior, as evoluções irão muito além da melhoria no espaço físico e serão sentidas rapidamente pelos ouvintes. “Os profissionais da rádio terão o que há de mais avançado em equipamentos em dois novos e amplos estúdios”, disse.
Os novos estúdios foram projetados para realizar programações e coberturas de todo porte. A começar por uma simples entrevista, com uma única pessoa, passando por grandes debates políticos e uma mesa-redonda de esportes. Todos os equipamentos são novos: mesas de som, microfones, fones de ouvido, bancadas, aparelhos telefônicos e até um TV de Plasma compõe o ambiente. O mobiliário foi feito sob medida, especialmente para dar funcionalidade aos espaços.
A técnica central é inovadora e forma, junto com os dois estúdios e a redação do jornal, uma estrutura única no Brasil. A estrutura, idealizada por Corrêa Júnior, permite que a partir da técnica o operador comande qualquer um dos estúdios sem dificuldades. Os amplos vidros facilitam a integração: repórteres do jornal acompanham o que acontece dentro dos estúdios da rádio e vice-versa. “Além disso, o pessoal da redação tem acesso direto aos estúdios, garantindo máxima agilidade para levar a informação ao ouvinte e leitor”, diz Corrêa Júnior.
Foram construídas também ilhas de edição, com vários terminais de gravação. Esses equipamentos asseguram melhor qualidade do som, tanto para entrevistas feitas ao vivo (em gravadores) como por telefone. Depois de lançado no sistema, o áudio é editado e enviado para uma ilha central, onde será ainda filtrado e equalizado, ficando livre de roncos e ruídos.
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O isolamento acústico utilizado na nova sede da rádio também chama a atenção. Em vez das tradicionais “espumas casca de ovo”, a vedação será feita integralmente por placas de sonex, um material mais prático e bonito. “O desempenho é superior e tem um acabamento muito mais bonito do que o outro”, disse o responsável-técnico da rádio, Antônio Carlos Fernandes.
O diretor-artístico da Difusora, Éverton Lima, é um dos mais animados com a mudança. Para ele, que está no rádio há 38 anos, toda a transformação que vem ocorrendo após a compra da emissora pela família Corrêa Neves, no início de 2005, deverá marcar história. “Toda a perspectiva que havia quando a nova direção assumiu a rádio vem se concretizando. Quando entrei no prédio novo e vi tudo lá, pronto para a gente trabalhar, fiquei deslumbrado. Toda essa estrutura não é vista nem nas grandes capitais. É algo que marcará a vida da cidade em termos de comunicação social”, disse Lima.
INTEGRAÇÃO
A mudança da rádio será o primeiro passo para que a Difusora e o Comércio integrem suas equipes definitivamente, já que brevemente toda a estrutura do jornal será transferida para o mesmo local. Desde 2005, o trabalho em conjunto já se tornou uma prática corriqueira, que garante mais agilidade e um volume maior de informações para ouvintes e leitores dos dois veículos.
Muitas reformas foram feitas no prédio para que tudo funcione em conjunto. Os profissionais de rádio e jornal dividirão a mesma Redação, o mesmo acontecendo com os editores e a chefia de ambos. Sem paredes ou divisórias entre eles. “A união das equipes trará um novo conceito de informação para a cidade. A Difusora e o Comércio são líderes em seus respectivos segmentos e a população só terá a ganhar com essa mudança”, disse Corrêa Neves Júnior.
Colaborou Vinicius Araujo
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