Levantar às 6h30, fazer estágio ou trabalhar até as 18 horas, ir direto para a faculdade, estudar das 19 às 22h40, voltar para casa, tomar banho, jantar, estudar para provas do dia seguinte e dormir só à 1 hora da madrugada. Ufa! A rotina de um jovem estudante pode não ser incomum para muita gente, mas, aliada a outros fatores, como cobrança excessiva das responsabilidades que assumiu ou o afastamento de um namoro e das atividades que pratica por prazer, pode levar a um estresse emocional.
Ana Luiza Silva, 23, aluna do 1º ano de jornalismo, sabe bem o que é isso. Num recente teste, ela ouviu da psicóloga que estava estressada e prestes a entrar em depressão. “Não imaginava que os sintomas que eu tinha poderiam me levar a um estresse emocional. Graças a Deus meu ‘superego’ não me deixou cair.
Agora lido com meus problemas de uma maneira diferente. Faço cada coisa a seu tempo e no fim tudo dá certo”.
Sensível a qualquer crítica e com vontade de chorar a todo momento, faltou muito pouco para Ana Luiza entrar em depressão.
Disposta ao trabalho e estudos, a jovem não entendia por que tinha tais sentimentos. Descobriu assim que fez o exame psicológico: faltava mais lazer, mais qualidade de vida. “Passei a sair ao menos três vezes por semana e bater papo descontraído com meus amigos como forma de relaxar”, disse.
A válvula de escape encontrada por Ana Luiza está entre as dicas dadas pela psicóloga Maria Elisa Araújo. Segundo ela, o jovem precisa ter uma boa qualidade de vida e tentar gerenciar melhor as tensões do dia-a-dia. “É preciso saber administrar as atividades de acordo o seu perfil. Há jovens que conseguem dar conta de seis atividades ao mesmo tempo e outros não dão conta de três. Mas não devem se culpar por isso”.
Quem pensa que uma cervejinha é o caminho para se livrar do estresse, engana-se. Embora divertida num primeiro momento, a bebida não alivia a tensão. Ela pode, aliás, complicar ainda mais os sintomas da depressão. “Na verdade a bebida funciona como uma anestesia. Ela relaxa porque o jovem fica mole, dá sono. No momento seguinte vai ficar culpado ou até mesmo perder atividades por conta da bebida; além disso, terá o organismo prejudicado. Então, que o jovem saiba que beber é bom para celebrar, festejar, mas não para aliviar os problemas”, explica Maria Elisa.
SINTOMAS
Pais e professores devem estar atentos aos sintomas de estresse nos jovens e adolescentes. Eles podem começar com uma dor de cabeça e irritabilidade constante e desencadear sintomas piores, como dores de estômago e até mesmo um quadro de depressão. Para que isso não aconteça, o jovem deve descobrir seus limites e, assim como Ana Luiza, fazer cada coisa a seu tempo.
De acordo com os psicólogos, a dificuldade do jovem em lidar com suas frustrações também pode causar o estresse. Daí a necessidade do diálogo com pais, amigos e professores. “Por incrível que pareça, a não realização de desejos pode se transformar em estresse. Por isso é que o jovem deve aprender a ser feliz com aquilo que tem. Muitos não podem ir a uma festa ou comprar uma roupa nova hoje e por isso ficam irritados. Isso não pode acontecer”, finaliza Maria Eliza.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.