Os primeiros clientes do dia não estavam interessados em comprar. Tão logo as lojas abriram suas portas, homens armados entraram. Eram policiais em busca de celulares de origem duvidosa. Durante as três horas de varredura, foram vistoriados 20 estabelecimentos e apreendidos 1,6 mil aparelhos. São telefones sem notas fiscais, suspeitos de serem roubados, furtados ou contrabandeados.
A operação foi realizada em conjunto pelas Polícias Civil e Militar no período da manhã. Setenta e cinco homens usando 22 viaturas fiscalizaram lojas do Centro, Estação, Leporace e das Avenidas Brasil e Presidente Vargas. "A finalidade foi tentar localizar aparelhos de origem ilícita. Na maior parte dos roubos ocorridos na cidade, os assaltantes levam os celulares das vítimas.
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Em muitos casos, esses aparelhos voltam ao comércio por meio de revendas. As lojas vistoriadas já haviam sido investigadas, pois tínhamos a informação de que vendiam produtos roubados", comentou o delegado Wanir José da Silveira Júnior.
Em apenas uma das lojas da área central, os policiais recolheram 450 celulares sem procedência. O proprietário tentou impedir o registro por parte da imprensa, mas não teve êxito.
Os aparelhos apreendidos durante a operação foram encaminhados para a sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). "Só apreendemos os telefones que não tinham nota fiscal e nada que comprovasse a origem lícita. Agora, vamos checá-los para ver se foram roubados ou extraviados".
VEIO DE LONGE
A polícia já constatou que vários aparelhos são provenientes de ações criminosas. Um deles havia sido roubado em São Paulo e colocado à venda em uma loja vistoriada durante a operação. "Os comerciantes têm a responsabilidade da origem dos aparelhos adquiridos. Eles serão intimados a prestar depoimento e poderão responder a inquérito policial por receptação", finalizou o delegado Wanir.
Outras operações conjuntas serão realizadas de surpresa em lojas situadas em setores estratégicos da cidade. A polícia, entretanto, não informou possíveis datas e locais. Segundo as autoridades, até mesmo os locais fiscalizados ontem podem ser alvo novamente. A intenção é coibir o comércio de produtos roubados e, com isso, frustrar a ação dos criminosos na cidade.
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