As francanas também disputam a competição pela primeira vez na história. A entrada será gratuita. Mesmo com dificuldades de infra-estrutura, a equipe local tem nomes importantes no elenco.
Como Nenê, atacante titular hoje. Com apenas 18 anos, ela foi campeã pelo Santos da 1ª Liga Nacional de Futebol Feminino no mês passado. “A impressão que eu tive daqui é que muita gente apóia. Tem tudo para dar certo. Ser campeão pode estar mais difícil agora, mas dá para ficar entre as oito primeiras”, disse a jogadora, que nasceu em Rondônia. Como ela, há outras jogadoras de renome, como a lateral-direita Daiane, provável candidata à musa da torcida. Com 20 anos ela defendeu Franca em 2006 e foi medalha de bronze no Mundial Sub-20 da Rússia, realizado também no ano passado.
Inclusive, foi a própria Daiane que ajudou o técnico Enderson Barbosa a formar a equipe deste ano, indicando várias companheiras, como a própria Nenê. As duas foram colegas na seleção. Além das “famosas” do futebol feminino nacional, há também pratas-da-casa de destaque. A atacante Zazá, 21, de Ibiraci (MG) é uma delas. A jogadora está há seis anos no time. “Estou me adaptando aos treinos diários. Jogar é um sonho que realizamos.” As prováveis titulares são Zizi; Daiane, Carioca, Josi e Manú; Adriana, Pepê, Poti e Flash; Nenê e Zazá.
A equipe da Ferroviária, de Araraquara, está em situação mais difícil. O time do técnico Paulinho Taiúva não realizou coletivos e viaja para Franca apenas hoje, às 8h30. A equipe que entrará em campo vai com Miriam; Flávia, Patrícia, Andréia e Giseli; Fabiana, Claudinha, Lilí e Jumária; Natália e Edilaine.
APOIO E DIFICULDADES
O time de Franca foi montado há cerca de oito anos na cidade e teve radicais mudanças na sua formação. Com a conquista do título da Segunda Divisão no ano passado, o grupo ganhou moral e respeito até entre os torcedores. Falta o que mais a comissão técnica chamou de falta de reconhecimento do empresariado local.
O time ainda não se formou como um clube e depende quase 100% da Prefeitura. Buscando a profissionalização, o orçamento total não foi informado, mas segundo apurou o Comércio da Franca estaria entre R$ 25 e R$ 30 mil.
O que ajuda nesse cenário para o grupo se formar é que a modalidade ainda é subvalorizada, na comparação com o masculino, e jogadoras de ponta recebem salários de até R$ 1 mil ou jogam em troca de bolsas de estudos. O apoio hoje virá em forma de transporte. Haverá seis ônibus de graça até o Lanchão partindo, às 14h30, dos ginásios do Leporace e Aeroporto III, do campo de futebol do Vera Cruz e da sede do Sindicato dos Sapateiros, no Parque Continental.
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