Quem não passa debaixo de escadas, teme cruzar gatos pretos na rua ou também usa medalhas religiosas no bolso numa sexta-feira dia 13 acabou de ganhar uma classificação: possui paraskavedekatriaphobia. Isso mesmo, P-A-R-A-S-K-A-V-E-D-E-K-A-T-R-I-A-P-H-O-B-I-A. Esse é o nome dado para pessoas que sentem fobia ou medo dessa data.
Independente do nome, porém, os temores de sexta-feira 13 ainda estão presentes em Franca, embora as pessoas afirmem estar menos propensas a acreditar no dia mundial do azar. Essa é a opinião de Amaro Eurípedes da Silva, proprietário de uma loja de artigos religiosos. Para ele, "essas superstições não passam de superstições". Muita gente, contudo, procura mercadorias para espantar o azar em sua loja. "Garrafas para banhos de descarrego, incensos e objetos para "limpar" a casa são alguns dos mais vendidos para espantar o azar. Além de espantar pessoas invejosas", diz.
Mas a maioria das pessoas entrevistadas pelo Comércio ontem afirmou não temer o azar. Todas, porém, tomam suas precauções.
Thaís Cristina, 20, moradora no Jardim Paulistano, é uma delas. "Quando eu era criança, tinha medo das histórias que escutava na escola, mas hoje não tenho mais".
Ernandes dos Santos, 20, residente no Centro, é um dos que já acreditou. "Depois que ficamos mais velhos, passamos a ver que nada do que escutávamos era verdade. Nada têm fundamento concreto", relata.
Já Regina Célia Vilane, 45, prefere não se arriscar. "Tento não passar debaixo de escadas e jogo fora todos os meus espelhos que quebram", conclui.
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