A partir da década de 70, surgiram as primeiras discussões sobre a legalização do aborto. Recentemente, projetos de lei apresentados no Congresso Nacional com o objetivo de legalizar a interrupção da gravidez nos casos de estupro e má-formação fetal transitam pelas comissões junto a correlatos, como legalização da união civil de pessoas do mesmo sexo, esterilização e educação sexual nas escolas.
Esses projetos, de acordo com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e instituições de defesa da vida trazem no seu conteúdo, de maneira sutil, o controle de natalidade.
Essa é a recomendação contida explicitamente no Relatório Kissinger, produzido pelo Conselho de Segurança dos Estados Unidos da América em 1989, em caráter ultraconfidencial. O título deste documento é "Implicações do Crescimento Mundial para Segurança e Interesses Externos dos EUA".
Alinhado a esse documento surge um protocolo facultativo sobre a eliminação de todas as formas de violência contra a mulher, que referenda o aborto e a legalização da prostituição, complemento mais do que perfeito à cartilha do imperialismo contraceptivo americano. E, pior: os ensinamentos rondam o Brasil há incontáveis anos.
Na época de Kennedy, década de 60, chegaram ao País recursos generosos para a ligadura das trompas das mulheres brasileiras.
Prova que esses interesses escusos não terminaram é que, nos últimos cinco anos, o Fundo de Participação da ONU (FNUAP) destinou ao Brasil 840 mil dólares para os mais variados programas de controle de natalidade. Será verdade que o fator gerador de pobreza é o descontrole demográfico?
Esta pregação tem conquistado fortes aliados assim como a parceria feminismo e SUS. Os movimentos feministas, e tudo que defendem em nome das mulheres, não levam em conta o abismo que há entre suas bandeiras e a índole das mulheres de `verdade`. O argumento que tantas vezes se invoca, de que a mulher deve ser dona do seu próprio corpo, não se sustenta, posto que o instinto maternal informa sobre a existência de um novo ser, com corpo e vida próprios. Representantes de uma minoria não podem falar em nome de todas as mulheres, porque nem todas negam sua condição de gerar um novo ser.
Ainda que gerada pela violência, uma gravidez deve ser assistida, acolhida, amparada. A criança, nesses momentos, é tão-somente a companheira de infortúnio das mulheres. Ambas solitárias, desesperadas, abandonadas pela sorte e pelos covardes que insistem em negar sua autoria, sua parte de responsabilidade. Fogem os covardes deixando as mulheres à deriva....
O Ministério da Saúde, por sua vez, chega com sua contribuição: o SUS e as Normas Técnicas facilitadoras do aborto. É constrangedora a ameaça que paira sobre o ambiente da saúde: transformar médicos em carrascos, e hospitais em matadouros, facilitando crianças esquartejadas nos esgotos, como solução para as muitas omissões de uma política injusta.
Não existe nenhuma política pública de acolhimento e amparo à gestante traumatizada! O legado da solidão, sem apoio nem acolhimento, a leva a amargar o trauma que poderá levar à loucura, uma hipoteca pessoal que jamais poderá ser quitada!
Não é só o PCC que financia o crime. O Estado também!
ACOMPANHE
Semana passada, informei sobre pesquisa de renomado neonatologista, professor Dr. Anand, da Universidade de Kansas: o feto experimenta a dor!
Acho que um bom nome para a história que apresento a seguir – que adaptei de autor desconhecido e disponível na Internet – poderia ser "Vida, Paixão e Morte de uma menina".
I ESTAÇÃO
“Hoje iniciou minha vida. Papai e mamãe ainda não sabem. Sou menor do que uma cabeça de alfinete, mesmo assim sou um ser independente. Minhas características físicas e espirituais estão delineadas. Olhos do meu pai, cabelos loiros e encaracolados de minha mãe. Também está decidido: sou menina.”
I I ESTAÇÃO
“Tenho quatro semanas. Andam afirmando ai fora que ainda não sou uma pessoa, mas somente parte do corpo de minha mãe. Isto é ridículo. Surpresa! Meu coração começou a bater e é uma maravilha. Ah! Esqueci de dizer: minha boca está pronta, vou poder sorrir quando meus pais se debruçarem sobre meu berço. Minha primeira palavra será: Mamãe!”
III ESTAÇÃO
“Agora tenho oito semanas. Hoje o médico disse para a mamãe que ela me leva embaixo do seu coração. Ela deve estar muito alegre. Estou completinha. Braços, pernas e dedinhos. Estou pronta para conquistar o mundo e as pessoas.”
IV ESTAÇÃO
“Agora já são onze semanas. Meus cabelos e sobrancelhas nasceram. Como mamãe ficará feliz comigo: loirinha, igualzinha a ela... Logo poderei ver, mas, por enquanto, meus olhos ainda estão fechados pois as pálpebras estão presas. Ah! Não vejo a hora de ver as luzes, as cores, as flores e o azul do céu. Mas o melhor de tudo será ver a minha mamãe. Estou ansiosa. Faltam só mais seis meses.”
V ESTAÇÃO
“Por que meu coração está disparado? Não consigo mais respirar! Sinto tanta dor! O que está acontecendo, mamãe? Faça algo por mim! Quanta dor! Por que me abandonou, mamãe???”
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