Após mais de 12 meses de negociação e um polêmico decreto do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) retomando o sistema de água e esgoto, o município de Franca e a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo) estão muito perto de assinar contrato para que a estatal continue à frente dos serviços pelos próximos 30 anos. Para isso, terá de repassar R$ 30 milhões para a Prefeitura.
O diretor de comunicação da empresa, Luiz Carlos Aversa, afirma que só falta a autorização da Câmara para que a cerimônia de assinatura, que deverá contar com a presença do governador José Serra (PSDB), seja agendada. Rocha confirma que um acordo definitivo está muito perto de acontecer, mas diz que ainda não há nada oficializado. “Está tudo acertado verbalmente. Aguardo, agora, a chegada da documentação”, disse Rocha.
Segundo Aversa, a parte mais traumática das negociações já foi superada e, agora, faltaria muito pouco para que as partes fechassem o novo contrato. “Eu diria que já está concluído, só aguardamos o acerto de formalidades legais e alguns pequenos detalhes dos repasses de recursos para a cidade”.
O “pequeno detalhe”, na verdade, seria a definição de como será feito o pagamento de R$ 10 milhões para a Prefeitura. A diretoria da companhia teria confirmado o repasse de R$ 20 milhões, mas não estaria conseguindo levantar, junto à Secretaria de Recursos Hídricos, pasta do governo estadual responsável pela administração da Sabesp, o restante do valor combinado.
Rocha afirma ter interferido nesse ponto para tentar agilizar as negociações. “A Sabesp estava em dificuldade nos últimos R$ 10 milhões. Como a Prefeitura consome R$ 700 mil por ano de água, sugeri que eles dividissem por 20 ou 30 anos e dessem o desconto nas faturas. Daria, digamos, R$ 300 mil por ano. Assim, estaria resolvido o problema”, disse o tucano.
Embora Sidnei não tenha confirmado, é possível que todas as pendências sejam resolvidas ainda hoje e que ele apresente projeto de lei em regime de urgência na próxima sessão da Câmara, na terça-feira, solicitando autorização para firmar o novo convênio. “Tudo pode acontecer. Vamos aguardar”, disse.
Feito isso, Aversa terá de conseguir uma “vaguinha” na agenda de José Serra para encerrar de vez a novela. “O Serra faz questão de estar presente na assinatura do contrato. Só dependemos agora da aprovação da Câmara e de uma data na agenda do governador”, disse ele.
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