O técnico Hélio Rubens lamentou a eventual transferência do pivô Augusto Brito Lima, de apenas 15 anos e que atua na categoria Infanto Juvenil da Aspa, para o basquetebol da Espanha. “Na Europa, as equipes contam com uma estrutura sólida que atrai jogadores de todo o mundo, inclusive brasileiros, constantemente observados pelos olheiros europeus”.
Para o treinador, a solução para segurar os jovens talentos no País passa por uma reestruturação nas categorias de base do basquete brasileiro. “Enquanto eles (europeus) têm tudo montado e funcionando, ainda somos iniciantes nesta prática, estamos engatinhando”.
Caso a transferência seja concretizada, a equipe francana não terá direito a receber nenhum valor, pois o basquete brasileiro é um esporte amador e os atletas não possuem vínculos federativos com os clubes. Outro fator que contribui para o êxodo de brasileiros para o exterior é o sucesso de outros atletas brasileiros que atuam nos torneios europeus e na NBA. “Qualquer jovem jogador que assiste uma partida destes campeonatos e vê brasileiros atuando, se imagina jogando lá um dia. Quando aparece uma oportunidade dessa, a cabeça do garoto fica a milhão”, afirmou Hélio Rubens.
Não são raros os exemplos de jogadores brasileiros que se transferiram muito jovens para clube do exterior. Entre estes, estão Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers), revelado em Franca, Nenê Hilário (Denver Nuggets), Leandro Barbosa (Phoenix Suns) Tiago Splitter (Tau Cerâmica -Espanha).
Augsuto Brito, que passou o feriado de Páscoa no Rio de Janeiro e retornou à Franca na tarde de ontem, garante estar concentrado somente nos treinamentos da equipe infanto juvenil da Aspa. “As negociações com os espanhóis estão por conta de meu agente. Estou fazendo a minha obrigação que é treinar e defender Franca nas competições”, completou Augusto.
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