Yes! Temos jovens cientistas.


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EM MINIATURA - Alison Nasário apresenta a cópia do funcionamento de uma usina hidrelétrica e a distribuição de energia em uma cidade
EM MINIATURA - Alison Nasário apresenta a cópia do funcionamento de uma usina hidrelétrica e a distribuição de energia em uma cidade
O sonho de se tornar um cientista de sucesso foi vivenciado por alunos da rede pública de ensino da região. Ovoscópio, medidor de estresse e tinta transparente foram algumas das criações apresentadas pelos jovens na 3ª Mostra de Ciências, promovida pela Diretoria Regional de Ensino de Franca, no prédio do antigo Cefam (Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério). No total, 67 experimentos elaborados por alunos de 30 escolas estaduais da região fizeram parte do evento. Os trabalhos, espalhados no pátio da instituição, foram resultado de pesquisas desenvolvidas por alunos do Ensino Médio ao longo do ano passado. Participaram do projeto da mostra mais de 1,7 mil estudantes. Apenas os melhores trabalhos selecionados por cada uma das escolas participantes foram levados à mostra. Para a dirigente regional de Ensino, Ivani Marchesi, a exposição tem a missão de despertar nos jovens o gosto pela Ciência e prepará-los para que possam se tornar pesquisadores no futuro. "O objetivo é desenvolver uma mentalidade científica de valia nacional de maneira que, daqui a dez anos, estejamos com capacidade de exportar tecnologia e conhecimento." Os jovens cientistas demonstraram, além de criatividade, preocupação com a responsabilidade social. Os alunos da Escola Estadual "Maria Cintra Nunes Rocha" fizeram o protótipo de células com materiais alternativos para que deficientes visuais pudessem, com o toque, ter a noção de como são os diferentes tipos de células. Gel, frutas (morango e uvas-passas), clipes e macarrão foram colocados dentro de uma vasilha cujo formato imitava o de uma célula animal. Cada um dos objetos representava uma das estruturas celulares. Ao tateá-los, o deficiente recebia informações sobre essas estruturas, assim como são apresentadas nos livros didáticos. A simplicidade dos materiais utilizados foi outra peculiaridade da exposição. Madeira, fios de cobres, lâmpadas e outros objetos utilizados no dia-a-dia se transformaram em matéria-prima para os pequenos gênios. "A mostra serve até para desmitificar o pensamento de que ciência só é possível com laboratórios sofisticados", disse Marchesi. Apenas com madeira, fios de cobre e lâmpadas, Alison Henrique Nasário e Witalo César Taveira, da Escola "Dr. João Marciano de Almeida", resolveram simular a produção e distribuição de energia elétrica. Em uma maquete, desenvolveram o sistema utilizado em usinas hidrelétricas, desde a captação de água, passando pela subestação de energia e a distribuição na cidade, que tinham luzes dos postes acesas, com a energia produzida pela miniusina. Junto com as colegas Grazieli Bernardes,17, e Sinara Ferreira, 16, alunas do 3º ano na Escola "Jorge Faleiros", a estudante Hanna Stefanni, 17, construiu uma réplica de Parque de Diversões Hopi HarI, por meio da qual explica como os ensinamentos da Física fazem os brinquedos funcionarem. "Achei muito interessante participar e ter nosso experimento escolhido. Passei a ver as ciências de outra forma. Valeu o trabalho e o esforço." A mostra se encerrou ontem. A Diretoria de Ensino ainda não confirmou se haverá outra edição.

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