Foi dada a largada para a safra da cana-de-açúcar deste ano. As cinco usinas da região (Batatais, São Joaquim, Igarapava, Buritizal e Patrocínio Paulista) devem cortar juntas mais de 11 milhões de toneladas. O montante é superior ao ano passado, quando foram colhidas 10,6 milhões de toneladas. Quatro mil trabalhadores devem ser contratados para a “colheita”.
A cana, além dessas cinco usinas, está presente em menor escala em 13 municípios da região de Franca que, neste último ano, ganharam mais de 17 mil hectares de área nova. Altinópolis foi o município onde mais se plantou cana no último ano - uma das razões é a proximidade com a Usina de Batatais, que neste ano cortará 3 milhões de toneladas. Ao todo foram 6 mil hectares.
As unidades de Batatais (Usina de Batatais) e Patrocínio Paulista (Cevasa) foram as primeiras a começarem com o corte. Na próxima semana, as usinas de São Joaquim da Barra (Alta Mogiana) e de Buritizal (Buriti) também começarão a cortar. “Os trabalhadores já foram contratados, falta apenas começar o trabalho”, disse o assistente técnico da Alta Mogiana, Luís Alberto Esposto. O número de trabalhadores contratados em 2007 só não é maior em razão de que mais de 70% da colheita será mecanizada por determinação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que determina o fim do uso do fogo para facilitar o corte da cana.
A Usina do Grupo Cosan, em Igarapava, marcou para o dia 26 de abril o início da safra com previsão de render 2,7 milhões.
A Unica (União das Indústrias de Cana-de-açúcar) ainda não divulgou a previsão da produção da safra deste ano no Estado, o que deve acontecer somente no fim de abril. Já o fim do corte, para a maioria das usinas, está marcado para o mês de novembro.
Grande parte da produção de cana da região é transformada em álcool, que é produzido nas próprias usinas e depois repassado para os postos de combustível. O restante vira açúcar. Há ainda usinas que utilizam o bagaço da cana para geração de energia.
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