Preso há uma semana, o desocupado Odirley Alves da Silva, 28, deixou a cadeia ontem para mostrar à polícia como matou o funileiro Carlos Roberto Ramos da Silva, 45. O crime aconteceu na Vila Imperador dia 30 de março. O assassino confesso encenou todos os detalhes da confusão e voltou a afirmar que matou para não morrer. Familiares da vítima acompanharam a reconstituição.
O procedimento é uma prática da polícia para esclarecer dúvidas existentes na apuração de homicídios. O trabalho de ontem confirmou as versões já apresentadas por testemunhas e pelo próprio autor do crime. O funileiro fazia um churrasco com familiares e amigos em sua oficina, quando percebeu um forte cheiro de maconha vindo da rua. Ele foi tirar satisfações com os viciados e uma confusão começou. Carlos Roberto teria seguido Odirley por alguns quarteirões e entrado em luta corporal com ele. Atingido por cerca de dez facadas, morreu ao dar entrada na Santa Casa. “Foi estranho fazer a reconstituição. Estou arrependido de tirar uma vida, mas não tinha outra alternativa.
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As pessoas precisam ver o lado de quem matou e de quem foi morto”, disse o acusado. Ele afirma que agiu em legítima defesa.
Odirley teve a prisão temporária decretada por 30 dias e está recolhido à cadeia do Jardim Guanabara. “Novas testemunhas foram relacionadas e confirmaram a mesma versão. Agora, vamos concluir o inquérito e encaminhá-lo para apreciação da Justiça”, afirmou o investigador Ademar Tavares. É provável que a polícia peça a prisão preventiva do criminoso.
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