Rica e estudada, matou o marido e enlouqueceu


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Ela é bonita, bem de vida e fala duas línguas. Possui graduação e mestrado em Ciências Biológicas e doutorado em Genética. Foi premiada com menções pelos títulos recebidos e teve artigos publicados em jornais e revistas. Segundo a Polícia Civil de Franca, a dona desse respeitado currículo matou o próprio marido a facadas dentro de casa. Rita de Cássia Sousa Polezzi, 32, a acusada, estaria sofrendo de surto psicótico e permanece internada no hospital psiquiátrico Alan Kardec desde o dia do crime. Ela será indiciada por homicídio e acusada formalmente pela morte do professor Marcelo Polezzi, 35. A vítima estava fazendo doutorado na Unicamp (Universidade de Campinas) e possuía graduação em Ciências Matemáticas. Trabalhava como professor efetivo da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e já havia atuado como colaborador científico na Martin Luther Universität Halle-Wittenberg, na Alemanha, de 1999 a 2001. Na tarde de 17 de março, um sábado, Marcelo Polezzi foi encontrado caído no quintal da casa de seu sogro, na Rua José Marques Garcia, Cidade Nova. Apresentava um ferimento na barriga provocado por uma faca de cozinha. Socorrido com vida, passou por cirurgia na Santa Casa, mas morreu logo depois. Inicialmente, a linha de investigação apontava para duas hipóteses: homicídio ou suicídio. Após ouvir testemunhas e colher indícios no local do crime, a equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) concluiu que o professor foi assassinado. As provas pesam contra a mulher dele. “Ela e o marido estavam sozinhos no quarto onde a faca foi encontrada. Marcelo saiu ferido do local e veio a cair no quintal. Antes de sua morte, ele confirmou para testemunhas que havia sido esfaqueado pela mulher. Essas pessoas já foram ouvidas e confirmaram as versões que estão no inquérito policial”, contou o delegado Márcio Garcia Murari. Marcelo Polezzi estava há uma semana em Franca passeando com a mulher. A cientista teria entrado em depressão após se envolver em um acidente de trânsito em São Paulo e passar a receber ameaças (leia matéria no destaque). O problema de saúde teria sido a gota d’água para o assassinato. “Segundo uma versão que nos foi apresentada, um parente pretendia levá-la para um hospital psiquiátrico. Isso culminou com uma forte discussão no interior da casa. Foi quando ocorreu o esfaqueamento de Marcelo”. Logo após esfaquear o marido, Rita de Cássia teve seu quadro clínico complicado e foi levada para o Hospital Alan Kardec. Ela continua internada e não foi ouvida pelos policiais para falar sobre as acusações. “Iremos notificá-la por meio de seu advogado para, assim que puder, se apresentar à polícia. Temos um prazo para concluir o inquérito. Caso ela não tenha condições de prestar depoimento, será indiciada de forma indireta e responderá pelo crime de homicídio”, finalizou o delegado Márcio Murari. Por entender que Rita de Cássia não oferece riscos às investigações e à aplicação da lei, a Polícia Civil não pedirá sua prisão.

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