Rita de Cássia e Marcelo Polezzi se conheceram na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, em São José do Rio Preto (SP). Casaram-se há sete anos e moravam em Campinas (SP). Segundo familiares, o casal, que não tinha filhos, vivia bem. A cientista era tida como uma boa esposa.
A aparente tranqüila história começou a mudar na primeira quinzena de março, quando a mulher se envolveu em um acidente de trânsito em São Paulo. A cientista não se machucou, mas teria sofrido forte abalo psicológico. “Ela ficou cinco horas na delegacia. Depois disso, começou a receber ligações de pessoas envolvidas no acidente. Eles passaram a dizer que ela era culpada. Acho que isso complicou seu estado”. A revelação foi feita ao Comércio, no dia do enterro da vítima, pela professora aposentada Elza Romoaldo Polezzi, mãe de Marcelo.
Na oportunidade, ela atribuiu a morte do filho a uma fatalidade. “Estou muito triste com tudo isso. Foi um acidente. Ela estava surtada. Não comia, não bebia, não queria trocar de roupas. Achava que estava sendo seguida”.
A mãe de Marcelo também chegou a dizer que não pretendia cobrar das autoridades empenho nas investigações. “A Rita é uma esposa muito boa. Estive no hospital conversando com ela. Minha nora está surtada e não sabe o que aconteceu direito. Quando acorda, ela pergunta pelo Marcelo. Se foi homicídio, só pode ter sido um surto psicótico”.
Um inquérito policial foi aberto pela DIG para apurar as circunstâncias em que se deram a morte do professor. Nos últimos dias, investigadores e delegados ouviram testemunhas e saíram a campo em busca de provas. Ontem, confirmaram oficialmente que a cientista será indiciada pelo homicídio.
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