Úlceras, reumatismo, labirintite... e sem aposentadoria


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Em que pesem todas as melhorias e novos critérios apontados pelo INSS, é o segurado que vem “penando” para se aposentar por invalidez. Aos 60 anos de idade, Joana Delina Tomaz não consegue mais exercer a profissão de empregada doméstica. A idade não é empecilho, mas sim um desgaste no fêmur esquerdo, reumatismo, hipertensão, má circulação, úlceras varicosas e labirintite. “É praticamente impossível eu limpar casas com tudo isso que sinto. Na minha casa, ainda paro, até deito, enfim, posso interromper meu serviço a qualquer hora, mas como empregada não dá”. Mesmo com as doenças comprovadas em laudos e por exames de radiografia, ela não consegue se aposentar. A “via sacra” da doméstica para conseguir se afastar de vez do trabalho começou há três anos. A princípio ela tentou apenas receber o auxílio-doença enquanto fazia o tratamento. Conseguiu receber cerca de 12 meses. “Entre uma perícia e outra, me afastavam. Mas agora, desde maio de 2006 tento me aposentar”. A esperança de Joana está na perícia marcada para o dia 3 de maio. “Espero que desta vez eu não tenha a mesma resposta de sempre”. Para Joana e milhares de pessoas com situações semelhantes, se aposentar por invalidez não será fácil. Segundo Fausto Vilela, supervisor do INSS, os peritos não têm mais autonomia para aposentar qualquer segurado. “Ele apenas sugere que a pessoa não tem capacidade de voltar ao trabalho, mas se cruzar no sistema nacional de dados e esse sistema apontar qualquer irregularidade, ele não consegue”.

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