Conhecer a arquitetura do prédio do Colégio Champagnat, a história de fundação de Franca, seus patrimônios culturais e saber como surgiu a primeira fábrica de calçados da cidade está mais fácil para os estudantes e moradores de Franca. Há um mês, o Arquivo Histórico Municipal está oferecendo aulas sobre esses assuntos dentro do projeto Guardador de Memória, que quer despertar nas pessoas o interesse pelas informações sobre o passado da cidade contidas no museu.
As aulas acontecem dentro do próprio Arquivo e são ministradas por profissionais da área e funcionários do espaço. Só em março, 600 pessoas participaram do projeto. No total, são cinco oficinas/aulas, com duração média de uma hora.
Graziela Corrêa, chefe do Arquivo Histórico, disse que a idéia surgiu porque muitas pessoas procuravam saber sobre a história da cidade mas não tinham noção de como manusear as informações contidas no arquivo e acabavam desistindo da pesquisa. “Com as aulas, eles descobrem de forma divertida e animada o que está guardado aqui”.
Para cada aula, Graziela convida um especialista, poeta ou historiador para enriquecer os ensinamentos. Entre os que já compareceram, estão: o professor e poeta Carlos Assunção e o historiador José Chiachiri Filho. Além disso, tudo o que é ensinado pelos convidados tem o apoio de livros, documentos e fotos da época. “São cem mil documentos e mais de dez mil livros que ajudam a contar a história de Franca, desde os índios caiapós até a fundação da Vila Franca do Imperador”.
No “menu cultural”, os interessados podem escolher a que aula assistir. Entre as opções, estão: a história de Franca, o patrimônio cultural, que inclui detalhes sobre a construção do Relógio do Sol, arqueologia e cartografia do Colégio Champagnat, e a indústria do calçado. “As pessoas podem assistir a cada módulo isoladamente ou se preferiram fechar um pacote”, lembrou Graziela. Há também uma oficina que ensina a higienizar e restaurar livros e documentos antigos.
As aulas são para turmas de, no máximo, 40 pessoas. O agendamento das participações é feito de segunda a sexta, das 8 às 19 horas. Qualquer pessoa pode participar, basta se inscrever gratuitamente no Arquivo. No final, os participantes ganham um lanche. “A linguagem utilizada é de fácil entendimento, além disso as aulas são bem dinâmicas e permitem uma troca entre professor e público. As fotos e os poemas também ajudam a vivenciar a época”, enfatiza a chefe.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.