‘Kombi da caridade’: polícia detém 11 suspeitos e prende 2 foragidos


| Tempo de leitura: 2 min
Investigador conduz suspeitos para a sede da DIG. Nove integrantes do grupo já tiveram passagens pela polícia: dois deles eram procurados e estão presos na Cadeia do Jardim Guanabara
Investigador conduz suspeitos para a sede da DIG. Nove integrantes do grupo já tiveram passagens pela polícia: dois deles eram procurados e estão presos na Cadeia do Jardim Guanabara
Onze homens de aparência bondosa saíram às ruas de Franca, segunda-feira, para ajudarem o próximo. Simpáticos e educados, abordavam as pessoas e pediam donativos em nome de uma entidade tal. Bons de conversa, conseguiram arrecadar alimentos, roupas, calçados e alguma quantia em dinheiro. “Obrigado. Que Deus te abençoe e dê em dobro”, diziam para os contribuintes. Os supostos voluntários, segundo a polícia, tinham outros interesses. A Polícia Civil suspeitou do grupo e o conduziu à delegacia. Nove dos integrantes, já tinham passagens. Dois deles eram procurados pela Justiça, inclusive por assassinato. A descoberta do grupo se deu por acaso. Durante ronda pelo Distrito Industrial, os investigadores da DIG Élcio, Renato, Dênis e José Renato avistaram indivíduos em atitudes suspeitas no interior de uma perua Kombi. Resolveram abordá-los. Oriundos do Nordeste, eles alegaram que estavam na cidade para pedir donativos para a Associação dos Deficientes do Gama e Entorno (ADGE), situada na cidade de Gama (DF). Foram conduzidos à sede da delegacia e tiveram seus nomes checados no banco de dados da Polícia Civil. “Nove dos averiguados tinham antecedentes criminais por estelionato, furto, assalto à mão armada e homicídio. É um pessoal que veio de fora, possivelmente, para aplicar golpes em pessoas de boa-fé da cidade”, disse o delegado Márcio Garcia Murari. Para surpresa dos policiais, havia mandados de prisão contra dois integrantes do grupo que pedia donativos em Franca. Natural de Independência, no interior do Ceará, Itamar Rodrigues de Souza, 32, tinha condenação a cumprir por homicídio. Justino Luiz dos Santos, 51, oriundo de São José do Belmonte (PE), era procurado por estelionato. Segundo a polícia, ele já esteve preso acusado de homicídio, aliciamento de menores e auxílio na fuga de presos. Ambos foram mandados para a cadeia do Jardim Guanabara e aguardam transferência para seus estados de origem. Como não eram procuradas, as outras nove pessoas foram liberadas e orientadas a deixar a cidade. Segundo o delegado Márcio Murari, a associação não teria registro e seria comandada por um policial militar reformado. “Ele tem antecedentes criminais por porte de arma e lesão corporal. Já entramos em contato com a polícia de Brasília, que se prontificou a investigar o verdadeiro intuito dessa entidade”. No interior da perua Kombi usada por eles, a polícia encontrou vários pares de calçados e peças de roupas que já haviam sido adquiridos na cidade. Como não houve denúncia de vítimas, os produtos não foram apreendidos. Também foi apurado que os golpistas forneciam o número de uma conta bancária, onde as pessoas poderiam fazer depósitos para ajudar a entidade. “Esse fato serve de alerta para a população. É preciso tomar cuidado quando estranhos chegam pedindo colaboração. Em alguns casos, eles se aproveitam da oportunidade e acabam cometendo crimes, como furtos, por exemplo”, finalizou o delegado Márcio.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários