Pressão de camelôs gera bate-boca no plenário


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Mais de 20 camelôs acompanharam a sessão de ontem na Câmara para pressionar os vereadores a votarem contra o projeto do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) que previa a cassação do alvará de quem comercializa produtos piratas. A estratégia funcionou e, por ordem do tucano, o artigo foi adiado por duas sessões e deverá ser retirado em definitivo. "Tenho essa garantia do prefeito", disse Marcelo Valim (PSDB). Os camelôs comemoraram muito a decisão. Silvio Negreli, instalado há 13 anos na Praça Dom Pedro II, considerou como uma "injustiça" o projeto. "Os produtos que negociamos não são contrabando". Entre os vereadores, o clima esquentou antes da votação, principalmente entre Marcelo Valim (PSDB) e os petistas Gilson Pelizaro e Silas Cuba. No primeiro "round", o tucano contestou Cuba, que criticou duramente o prefeito na tribuna. Valim tomou as dores e ambos discutiram feio. "Então, só porque você quer, não posso expor o que penso?", questionou Cuba. "Você quer é aparecer. Pendura um melancia no pescoço". Tudo isso nesse tom, sem a vossa excelência. No segundo bate-boca, Pelizaro disse que Valim tem mania de "querer conduzir a votação". Como resposta, o peesedebista rebateu rispidamente: "Das minhas manias cuido eu". O petista reagiu, ameaçando reclamar oficialmente da postura de Valim, que ignorou. "Pode chamar até a polícia". Nas duas oportunidades, o presidente da Casa, Joaquim Ribeiro (PSB), teve de intervir e advertir os brigões sobre o comportamento inadequado.

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