Fatalidade?


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Lendo reportagens sobre o caso do bebê que morreu na barriga da mãe na Santa Casa, fiquei pensando na palavra “fatalidade” citada pela assessoria do hospital. (leia a matéria "Família perde filho e culpa a Santa Casa", publicada pelo Comércio em 9 de abril e disponível no link http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=15688 complementada por "Família de bebê morto registra BO contra Santa Casa", publicada no dia 10 e disponível no link http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=15751). Segundo compreendi pelos relatos da família, a mãe passava mal e tinha sangramento, razões pela quais procurou o hospital, fazendo o que devia. O hospital também alega que fez o que devia. Então, não existem culpados pela morte do bebê. De quem deveremos cobrar responsabilidades? E os casos que não são divulgados? Até que ponto posso acreditar que fizeram mesmo o que deveriam? Será que a nossa fé é tão pacífica que não questionamos os fatos? Foi Deus quem quis assim? Mas Ele quer nos ver felizes! Achei prudente a ação do pai que mesmo diante de situação tão sofrida resolveu esperar a alta da esposa para, juntos, decidirem o que fazer. Fizeram-me questionar minhas crenças. Será que aprendo com minhas angústias e sofrimentos? Devo simplesmente aceitar determinações e principalmente, fatalidades? Estaremos sendo coniventes com situações tão absurdas? Lígia Gonçalves é leitora do Comércio da Franca

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