Depois de ser agredido duas vezes trabalhando como segurança em São Paulo, Francisco dos Santos, 41, resolveu mudar de profissão. Há seis anos, ganhou as estradas da Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e São Paulo para vender cofres. Foi nessas andanças pelo Brasil que ele conheceu Franca e gostou da cidade. Há um mês, deixou Caçulé (BA) e se mudou com a mulher Aparecida da Soledade, 31, Franciele, 6, e as gêmeas Kemily e Ketlhy, 2, para cá. Hoje, a família toda participa dos negócios.
Todos os dias, o casal leva as três filhas para o ponto de comércio. Escolhido a dedo, o local é servido de árvores e tem espaço para as crianças brincarem. Os comerciantes costumam estacionar a caminhonete preta na Avenida Moacir Vieira Coelho para expor na carroceria abacaxis e cofres. A rotina se repete de domingo a domingo. "No meio de semana, chegamos aqui 7h30 e vamos embora às seis da tarde. No domingo, fazemos horário reduzido", disse Aparecida, que mora em imóvel alugado no Jardim Aeroporto I.
Os negócios não ficam restritos a Franca. De quinze em quinze dias, a família pega a estrada e percorre 1.400 quilômetros até Caçulé. Lá, abastecem a caminhonete com 23 cofres. No retorno (ficam fora cinco dias), param em várias cidades para vender os produtos. Antes de chegar aqui, a família já vendeu várias peças e, para aproveitar a viagem, abastece a caminhonete com abacaxis. "O abacaxi sai muito bem em Franca. Trazemos cerca de 600 por vez.”, garante o vendedor. Por R$ 10, os clientes têm direito de levar cinco unidades da fruta. Já os cofres podem ser comprados por três vezes de R$ 80 ou três de R$ 200. "Eles são produtos mais difíceis de sair. Passamos dias sem vender."
O lucro mensal é de R$ 1 mil, em média. Francisco também aceita encomendas. "O cofre entrego em 15 dias", diz. O número é 9147-2869.
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