Por coincidência, duas vítimas dos violentos acidentes ocorridos na região durante o feriado prolongado se chamam Dinamar. As mulheres perderam filhos nas tragédias e estão internadas em estado grave. A cabeleireira Dinamar Benvenute Queiroz, 42, sobrevivente do desastre ocorrido na Sexta-Feira Santa na estrada Franca/Ibiraci (MG) está no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa. Sua xará, acidentada em Miguelópolis, domingo, está no Hospital da Clínicas de Ribeirão Preto. Ambas, correm risco de morte.
Dinamar Benvenute era uma das passageiras da Caravan que teve a lateral direita atingida por uma caminhonete Mitsubishi. Com o impacto, o marido dela, Alexandre da Silva Queiroz, 33, os filhos, Hugo Nicolai Queiroz, 2, Hudson Benvenute Bolela, 21, e a namorada de Hudson, Letícia Caroline de Souza, 15, morreram na hora. A cabeleireira sofreu fraturas diversas e traumatismo craniano. Foi socorrida inconsciente pelos bombeiros.
TAPA-BURACOS
O desastre aconteceu na altura do quilômetro 15 da Rodovia João Traficante. A Caravan se descontrolou ao passar em buracos e invadiu a pista contrária. A caminhonete não teve tempo de frear e entrou, literalmente, no carro. O empresário José Henrique Betarello, que dirigia a Mitsubishi, concedeu entrevista ao Comércio no dia do acidente e criticou o péssimo estado de conservação da via. A manutenção é de responsabilidade da Prefeitura de Franca. “Sempre passo naquela rodovia e a falta de conservação é um caso sério. São muitos buracos e, se as autoridades não cuidarem, pode ocorrer mais acidentes. Infelizmente, tem que acontecer para as pessoas fazerem algo”.
A indignação do industrial surtiu efeito. Ainda no domingo, equipes da Prefeitura começaram a fazer reparos na pista e tapar buracos. Nos pontos mais críticos, como o local onde ocorreu o acidente de sexta-feira, o asfalto está sendo arrancado e substituído por nova pavimentação. A Prefeitura também está arrancando o matagal nas margens da pista, que encobrem as placas de sinalização.
A rodovia recebe fluxo intenso de veículos, principalmente nos horários de pico e finais de semana. É uma das principais vias de acesso à região dos ranchos do Rio Grande. Além da falta de conservação e sinalização adequada, a costumeira neblina é outra adversidade enfrentada pelos motoristas.
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