Família de bebê morto registra BO contra S.Casa


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O sapateiro Igor Luís de Mello Borges compareceu ontem ao Plantão Policial para registrar um Boletim de Ocorrência para averiguação de erro médico contra a Santa Casa de Franca. Sua mulher, a dona de casa Jaqueline Cristina de Moraes, que estava grávida de oito meses, reclamou, entre segunda e quarta-feira da última semana, de fortes dores nas regiões pélvica e abdominal, além de apresentar sangramento. Mesmo diante do quadro, teria sido levada, por pelo menos sete vezes, ao hospital, mas não chegou, sequer, a ser internada. Na quinta, a criança parou de se mexer. Desesperados, os pais procuraram, mais uma vez, a Santa Casa. No local, um obstetra confirmou a suspeita: o bebê havia morrido. Revoltado, o sapateiro resolveu procurar a polícia. "É muito descaso. O médico da UBS (Unidade Básica de Saúde) já havia dito que o parto não seria normal, mas não deu guia de internação. Um ficou empurrando para o outro", disse. Para piorar, o médico teria dito que até faria o parto na hora, em Patrocínio Paulista, se a família pagasse R$ 650. "É revoltante", disse o pai. Segundo o superintendente do hospital, Fernando Bueno, o atendimento oferecido será averiguado. "Temos a Comissão de Óbitos, que analisa os casos e indica a abertura de sindicância, se for o caso. Mas asseguro que iremos apurar", disse. O bebê, após autópsia, foi sepultado sexta-feira no Cemitério Santo Agostinho.

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