Violência é o grande problema


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A relação da professora Anne Hanley com o Brasil já dura mais de 30 anos. Aos 16, veio pela primeira vez como participante de um programa de intercâmbio. Ao voltar aos EUA, especializou-se em história da América Latina. Mas foi na USP, em 1991, que descobriu que faria do Brasil seu objeto de estudo. “Li um livro do professor Warren Dean sobre a importância do café na economia paulista e decidi que gostaria de escrever um sobre isso", disse. Moradora de Chicago, três traços sociais recentes no País chamam a atenção dela: viver no Brasil sem inflação e a precarização da classe média são dois deles. Mas não há, em sua opinião, nada que lembre a economia no início dos anos 90. "A inflação era, em média, de 25% ao mês, perto de 1% ao dia, mas as mercadorias eram remarcadas em taxas muito superiores", disse. A professora também citou a violência. Foi por causa dela que preferiu deixar São Paulo e morar em Ribeirão Preto. Por fim, ela destacou outro fato: para ela, o brasileiro tem visão cultural mais ampla que os americanos, o que inclui o conhecimento sobre o comunismo e Cuba. "Isso me marcou muito, porque é algo impensável para um americano médio. Quem vive nos Estados mais rurais ou mais ao sul conhece apenas sua realidade”.

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