A comunicação transparente e constante com os funcionários é uma ferramenta básica e fundamental para as empresas evitarem a maioria dos problemas que ocorrem na relação de trabalho.
Ambiente harmonioso, sem atritos e confrontações, se consegue unicamente com diálogo aberto, sincero, freqüente e receptivo a críticas. "Quem respeita se faz respeitado", disse o primeiro primata que usou da fala. É simples.
Especialistas em recursos humanos citam à exaustão: "Nenhuma empresa consegue empregar apenas as mãos de alguém; o homem todo vem com elas". Aquelas que desprezam esse ensinamento, comprovado por gregos e troianos, invariavelmente imaginam estar ainda no Brasil Colônia ou Imperial: tratam os funcionários como se fossem escravos e atribuem à chefia a função de capitão-do-mato (perseguidor de rebelados).
Há séculos se sabe que empresas de quaisquer segmentos econômicos, da indústria à prostituição, dependem da motivação dos empregados para atingir metas de produção, produtividade, qualidade etc. Portanto, toda empresa deveria manter seus trabalhadores estimulados. Algumas, porém, atropelam essa necessidade, prejudicam-se ao delegar a despreparados o comando de pessoas.
Nem sempre um profissional altamente capacitado é capaz de administrar conflitos. Em muitos casos, ao contrário, é o causador das desavenças. Galgado a posto de comando imagina que impor vontades significa ser respeitado. Na indústria de calçados, por exemplo, há décadas pipocam aqui e ali reclamações de operários contra chefe ou gerente que se comporta arbitrariamente: "Faça o que eu mando, senão...".
Esse senão tem várias traduções. Uma delas é o trabalhador que passa mal ao manusear um produto químico, solicita transferência de serviço ao capitão-do-mato e recebe como resposta, curta e grossa (literalmente), a ameaça de perda do emprego. Por trás desse senão há ainda dezenas de outras ocorrências (ofensas, humilhações, assédio sexual velado ou ostensivo, dentre outras).
Na maioria dos casos, o dono da empresa não vê essas anomalias, desconhece os atritos nos bastidores. Vez por outra até promove uma churrascada aos funcionários, dorme aliviado pela boa ação, imagina que Nosso Senhor Jesus Cristo fotografou aqueles momentos de confraternização e se surpreende, se sente injustiçado quando estoura um conflito na fábrica de maior proporção.
Com essas afirmações não estamos insinuando que todo chefe de seção ou gerente de fábrica de calçados é um capitão-do-mato por índole e convicção. Nem queremos nos meter em assuntos internos das empresas. Nossa intenção é apenas ressaltar a importância de instituírem um canal de comunicação permanente com seus "clientes internos" (ou colaboradores, no dizer das cartilhas de programas de qualidade) e promoverem treinamento da chefia, com ênfase nos relacionamentos. O ganho será visível e imediato.
MUITO DEVAGAR
Cerca de 680 trabalhadores estavam cadastrados desde fevereiro na Bolsa de Emprego do sindicato calçadista de Franca. Pelo menos a metade conseguiu vaga na indústria em março. É uma estimativa da entidade. Podem ter sido contratados entre 340 e 390 profissionais para as áreas de produção e de administração.
Empresa de medicina do trabalho revela, por sua vez, que os exames de admissão cresceram no mês passado. Seria possível deduzir dessas informações que as indústrias de calçados da cidade aumentaram a produção em março. Algumas poucas sim, a maioria não. Os negócios ainda estão no ritmo de baile para a quarta idade, afirmam fabricantes e representantes comerciais.
ALIADO INESPERADO
A indústria calçadista passou a ter um aliado onde menos esperava. O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Júlio Sérgio Gomes de Almeida, condenou publicamente a sobrevalorização do real (causada pelos juros altos), que arrasta as exportações de calçados e milhares de empregos para o buraco. Bateu a 200 quilômetros por hora contra o titular daquela pasta, o ministro Guido Mantega, seu superior e defensor das importações. Almeida ressaltou ainda `faltar decisão` ao primeiro escalão do governo para tirar o setor da UTI.
NO JAPÃO
As marcas francanas Democrata e Anatomic Gel participam na próxima semana (17 a 19) de uma feira internacional de calçados em Tóquio, no Japão. Elas integram o Brazilian Footwear, projeto que tem por finalidade promover o calçado brasileiro no exterior, executado pela associação nacional dos fabricantes.
PREVENÇÃO
A mulher normalmente preocupa-se em comprar o calçado adequado para praticar esportes. Quando corre, porém, não atenta para a necessidade de usar também sutiã apropriado, o esportivo, reforçado, que evita danos aos seios. O alerta é de pesquisadores ingleses. Segundo eles, a corrida força a frágil estrutura de suporte das mamas. Usando-se sutiã comum há o risco de se romper ou danificar esses ligamentos e a mulher ficar com os seios `caídos`.
NOVA MARCA
Mário Spaniol, fabricante dos calçados femininos Carmem Steffens, lançará uma linha masculina com a marca Rafael Steffens.
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