Não existe vagas para clientes!


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Patrões e funcionários motorizados prejudicam a própria empresa. Por quê? Porque não têm observância, perspicácia para notar que ocupam vagas de seus próprios clientes. É uma atitude individualista, irracional e tola, cuja conseqüência pode ser o próprio desemprego devido à queda da atividade comercial. Em Franca há várias vias necessitando de zona azul em benefício dos próprios corredores comerciais. Há muita microempresa perdendo cliente para outras localizadas em vias de fácil estacionamento. E quando se fala em zona azul até donos de microempresas se posicionam contra, com receio de perder clientes. Já estão perdendo, mas não percebem. A zona azul deve ser implantada em todas as avenidas e vias que sejam corredores comerciais com significativo número de portas comerciais em atividade. Assim, todos os setores do comércio, independentemente de sua localização, ficam em igualdade. A obrigatoriedade da rotatividade facilita o comércio todo. Muitos microempresários têm problemas com funcionários motorizados que, insensíveis, tiram vagas de clientes. Não seria caso para demissão por justa causa, por presumível perda de venda, tendo fotos do veículo estacionado? Afinal, em Franca, a maioria dos segmentos comerciais está sentindo feio os efeitos da crise do sapato. Todos reclamam quando têm de ir ao centro por causa da dificuldade em se achar vaga. Quando acha, se localiza longe das lojas que pretende visitar. O preconceito sobre a zona azul é tolo e equivocado. A tarifa não é nada absurda e o sistema pode ser implantado com tolerância de meia hora ou com opção de tempo de permanência diferenciado onde não há estacionamentos particulares.Tenho uma microempresa na Rua Álvaro Abranches, num trecho em que há mais portas de comércio do que residências. Ali, a maioria dos comerciantes e seus funcionários ocupa vagas de clientes o dia todo. Os próprios compradores comentam, irritados, da dificuldade para estacionar . Só a zona azul resolve isso, pois sensibilização de parte dos próprios interessados – é incrível – é quase impossível. Marcelo Zwarg é leitor do Comércio da Franca

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