Os advogados de defesa da Francana conseguiram adiar para a próxima segunda-feira o julgamento do clube e do zagueiro Luís Carlos no TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) da FPF (Federação Paulista de Futebol), em São Paulo. A sentença estava prevista para sair ontem. Caso fosse condenado pelos problemas ocorridos no domingo, dia 1º de abril, no Lanchão, quando empatou com a Catanduvense, o time poderia perder o mando de campo de uma a dez partidas, o que suspenderia o jogo de amanhã contra o SEV.
A alegação para alterar a data de julgamento foi baseada no pedido de mais tempo para reunir provas. Além dos procuradores, a Veterana estava representada na capital pelo presidente José Servino Braga e o diretor Maurício Rocha. O TJD analisará a invasão de campo relatada pelo árbitro Alexandre Augusto Silva após o término do jogo. Ele também afirmou que um bandeirinha foi agredido com um soco.
De acordo com os artigos em que a Francana foi denunciada, as penas previstas vão além da perda do mando de campo. Serão analisadas uma possível multa entre R$ 10 a R$ 200 mil e a desfiliação do clube da Federação Paulista de Futebol. Esta última condenação praticamente é descartada pelos dirigentes, após conversas com o departamento jurídico da FPF. A Francana apresentará como defesa a fita do jogo gravada pela comissão técnica.
Em Franca, o elenco, que perdeu sábado para o São Bernardo, não teve folga e fez um coletivo no Lanchão ontem à tarde. O meia Marquinhos e o atacante Leonardo, que cumpriram suspensão automática, poderão figurar entre os titulares. Wantuil Rodrigues poderá escalar o zagueiro Luís Carlos, já que ele cumpriu suspensão pelo cartão vermelho recebido contra o Catanduvense.
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