O empresário José Hen-rique Betarello deixou Franca no começo da noite de sexta-feira e seguiu para seu sítio em Ibiraci. No meio do caminho, se envolveu no acidente. Após ser medicado e prestar depoimento no Plantão Policial, ele falou com a reportagem do Comércio e contou detalhes.
Comércio - O que aconteceu?
José Henrique - Eu seguia para Ibiraci e avistei um carro vindo no sentido oposto. De repente, ele atravessou a pista e aconteceu a fatalidade. Não tive como evitar a colisão. Na hora, não chovia. Os buracos devem ter atrapalhado ele. É o que imagino.
Comércio - O que fez após a batida?
José Henrique - A adrenalina estava muito alta e não deu para perceber as proporções no momento. Liguei para os bombeiros e esperei os primeiros socorros. Tentava conversar com as pessoas e não recebia resposta. Imaginei que estavam desacordadas. Não tinha a noção exata, pois estava transtornado. Uma mulher loira parou e também deu assistência. Como estava com a perna machucada, eu não conseguia fazer muita coisa. O cinto de segurança prendia minha mulher, que ficou traumatizada. Quando os bombeiros chegaram, voltei para Franca.
Comércio - Qual a velocidade que o senhor estava?
José Henrique - Era uma velocidade normal. Em torno de 60 a 80 quilômetros por hora. Sempre passo naquela rodovia e a falta de conservação é um caso sério. São muitos buracos e, se as autoridades não cuidarem, podem ocorrer mais acidentes.
Infelizmente, tem que acontecer para as pessoas fazerem algo.
Comércio - Qual foi a reação ao saber que tantas pessoas haviam morrido na batida?
José Henrique - Foi muito trágico. Estou transtornado, chocado. Não tenho palavras...Infelizmente, isso (o acidente) pode mudar minha vida (nesse momento, ele começa a chorar). Hoje, fiquei com minha esposa e falei para ela: Sexta-Feira Santa não é dia de ir, mas fomos e aconteceu. O que é que vai fazer?
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