Desde a última segunda feira, o sapateiro Igor Luís de Mello Borges levou, por sete vezes, a sua mulher, Jaqueline Cristina de Moraes, que estava grávida de 8 meses e se queixava de fortes dores e apresentava sangramento, à Santa Casa de Franca. Ao ser atendida, os médicos alegaram que as dores eram normais, medicaram a paciente e a liberavam.
Na quarta-feira, Jaqueline disse que o bebê se mexeu muito e depois se acalmou. Na quinta, as dores voltaram e ela foi levada novamente à Santa Casa, desta vez pela sua sogra. O médico plantonista examinou a paciente e suspeitou que a criança havia morrido, o que foi confirmado por um exame de ultra-sonografia.
A família culpa a Santa Casa e diz que os médicos foram responsáveis pela perda de seu filho. Quando foi informado da morte do bebê, Igor ficou revoltado. "É muito descaso, pois o médico da UBS (Unidade Básica de Saúde) havia nos informado que o bebê não nasceria de parto normal, mas também não forneceu a guia para que o parto fosse feito na Santa Casa. Um ficou empurrando a responsabilidade para o outro".
O sapateiro informou que vai esperar que sua mulher tenha alta do hospital para decidir se irá denunciar o caso à polícia. "Ainda estamos nos recuperando. Quando estivermos mais tranqüilos e com a cabeça no lugar, vamos decidir o que fazer".
Procurada, a assessoria de imprensa da Santa Casa afirmou que a morte do bebê foi uma "fatalidade" e que todos os procedimentos de atendimento à paciente foram corretos. "Infelizmente, esses casos acontecem, mas temos a certeza de que nossos médicos agiram corretamente", disse Jacinta Sad, assessora de imprensa do hospital.
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