Para Julio Lamas, brasileiros e argentinos têm times iguais


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Após todo o circo que armou dentro de quadra, durante a partida contra o Franca Basquete, o técnico do Ben Hur, Júlio Lamas, mostrou seu lado gentil e cortês: disse que os argentinos vivem um bom momento na modalidade, mas que os brasileiros não são menos qualificados em quadra. Isso a despeito dos fracassos internacionais do Brasil em competições como Mundiais e Olimpíadas. “Estamos bem. Mas isso também ocorre com vocês. Temos Ginóbili e vocês têm Leandrinho e Nenê Hilário. Todos são jogadores de excelente qualidade, e cresceram muito na NBA. São forças que se equivalem, e as diferenças ocorrem em pequenos detalhes de jogo”. As últimas conquistas de seus compatriotas, incluindo-se aí o Mundial e a Olimpíada, para Lamas, são frutos até da sorte e de três fatores: “Conseguimos fortalecer nossa Liga de Clubes e, a partir daí, novos talentos foram surgindo. Foi feito um bom trabalho junto as categorias menores e, por fim, tivemos a felicidade de presenciar uma safra única, de grandes jogadores. Mas não teremos vários Ginóbilis sempre. Isso também envolve sorte”, disse. Lamas apontou alguns atletas brasileiros que, segundo ele, provam que o basquete argentino não é tão superior ao jogado aqui. “Um time que tem Leandrinho, Anderson Varejão, Baby, Tiago Spliter, Nenê e Guilherme tem de ser respeitado sempre e briga de igual com qualquer outro, inclusive com a seleção argentina. São jogadores que atuam na NBA ou nos principais clubes europeus e isso proporciona um grande progresso técnico para os atletas”. Entre os jogadores do Franca Basquete, Lamas apontou como destaque o armador Matheus. “Foi o diferencial da série. Fez muitos pontos, acertou diversas bolas da linha de três e demonstrou muita personalidade. Foi melhor que os meus argentinos durante estas partidas, está vendo?”, brincou. Sobre a final que Franca terá contra o rival do Ben Hur, o Libertad Sunchales, Lamas disse que não torcerá para ninguém, tampouco quis indicar um favorito. “São times que se equivalem, são muito fortes. Franca tem uma leve vantagem no elenco, mas serão partidas sem favorito, como a maioria das finais. Eu, particularmente, talvez até assista algum dos jogos, mas não tenho preferência. Para mim, só há o Ben Hur”, finalizou.

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