O jogo da semifinal da Liga Sul-Americana entre Franca e Ben Hur era impossível de se assistir ou ouvir em casa. Deficiente visual desde que nasceu, o auxiliar de raio-x Iris Carrijo, 44, sentou-se na primeira fileira do Ginásio do Poliesportivo e não perdia um lance, sempre com o rádio ligado e um fone de ouvido no volume máximo. Acompanhado do filho e um amigo, Iris não parava de bater o pé no chão de nervosismo e a cada cesta ouvida pelo seu fone ou pelo grito da torcida, batia palmas. “Não tem como deixar de não vir, já pensou eu ficar na frente da televisão. É muita emoção, adoro os jogos”, disse Iris. “Meu filho me acompanha e fico vibrando daqui”, completou.
Iris é torcedor assíduo e paga o título de sócio-torcedor há três anos. “Meu filho e eu não gostamos de perder nenhum jogo e tenho certeza que o Franca vai vencer”, comentou.
A opinião do auxiliar de raio-x era a mesma de outras 5214 pessoas, público que há muito não comparecia no Póli. A última vez foi no primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro de 2006, contra Ribeirão Preto. Na época foram quase 5 mil torcedores. Estima-se que a capacidade do ginásio seja superior a 7 mil pessoas.
A renda também foi volumosa. Chegou a R$ 26.656,00, com mais de 3 mil pagantes. “A torcida tem nos dado muito apoio e o time, conquistado as vitórias”, comemorou o presidente Paulo Silas de Carvalho. (Rodolfo César)
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