Nessa onda de golpes, o metalúrgico EP, 48, foi um prejudicados. Em março de 2003, sua mãe morreu e a família não tinha lote próprio. Para não sepultá-la em vala comum, EP procurou a Prefeitura para comprar um terreno. "Mandaram procurar uma pessoa no Cemitério da Saudade. Acertei o valor, R$ 560, e paguei à vista. Peguei recibo e tudo".
Dias depois, ele foi chamado à Prefeitura para explicar como ocorreu a compra. "Perguntaram como era a pessoa que tinha me vendido, como foi e tudo mais. Falaram que era um golpe e que o dinheiro das vendas não estava indo para a Prefeitura. Aí, olhei um recorte de jornal em cima da mesa e vi o convite de missa do cara. Foi quando me disseram que ele tinha se matado".
EP não teve problema, já que o recibo era verdadeiro. Mas, para ele, outros podem ter comprado e pago pelo mesmo terreno."Disseram, na Prefeitura, que foram ao menos 600 casos".
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