Coelhos vão para panela da educação


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Na véspera da Páscoa, os coelhos que se cuidem. O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) anunciou, ontem, o retorno do projeto de cunicultura - criação de coelho - no Parque de Exposições "Fernando Costa". A carne será distribuída para complementar a merenda de escolas municipais e entidades assistenciais. Questionado sobre a proximidade do anúncio da medida com a Semana Santa, Rocha afirma que a escolha da data foi um acaso. "Eu não vou matar (os coelhinhos) perto da Páscoa. Primeiro, eles vão crescer. Quando eu matá-los, a Páscoa vai estar longe". O investimento será de R$ 10 mil para a compra de 50 matrizes, das raças neozelandesa e californiana, além de gaiolas de criação. Cada matriz custa entre R$ 25 e 30 e o investimento deve ser pago em dois anos e meio. A previsão é que o local esteja equipado em 45 dias. O primeiro abate deve acontecer em agosto. O objetivo é incentivar pequenos produtores rurais a investirem na cunicultura. Os coelhos serão mortos no próprio Parque, que tem um pequeno abatedouro, e terão a carne distribuída para a merenda.A cunicultura existiu em Franca na gestão passada de Rocha, entre 1992 e 1996. Ele ressalta que a intenção não é fazer uma produção industrial de carne de coelho. "Estamos seguindo o exemplo do mel. Antigamente, não existiam produtores de mel na região. Nós implantamos o projeto, orientamos e demos assistência para os interessados e hoje temos famílias que vivem da renda do mel", explicou. O diretor da Divisão de Agronegócios da Prefeitura, Heitor de Lima, conta que a criação de coelho para consumo traz resultado rápido pela precocidade do abate. "Com sete meses, uma coelha já procria, o tempo de gestação dura 30 dias e gera 11 filhotes. Em 90 dias, eles já podem ser abatidos, com cerca de dois quilos de carne".

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