A nutricionista da alimentação escolar do município, Cláudia Regina Coneglian, preferiu não opinar sobre a utilização de carne de coelho na merenda. Ela afirma desconhecer o projeto e as propriedades da carne de coelho. "Preciso pesquisar o assunto para poder comentar sobre isso", disse.
A nutricionista informou ainda que a merenda tem 15% do total dos nutrientes necessários para uma criança durante um dia. "É um complemento alimentar e não uma refeição completa. Neste ano, alteramos o cardápio e fizemos um para o verão e outro para o inverno", disse Cláudia.
Com mais procura do que oferta, a carne de coelho é considerada nobre no Brasil e vendida a R$ 12, o quilo. "É uma carne boa, com mais proteína e menos gordura que as outras e tem o paladar semelhante ao frango", conta o diretor da Divisão Agropecuária.
Aluno de uma escola municipal nos anos de 94 e 95, Fernando Renato Donzelli, 30 anos, lembra que na época não reconheceu que estava comendo carne de coelho. "No começo eu nem sabia, achava que era frango. Depois que eu descobri que era coelho não mudou nada. A carne é uma delícia e, se me servissem hoje, eu comeria novamente".
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