"A população tem conhecimento dos riscos e proibição das queimadas, mas ainda falta mudar de comportamento." Essa é a opinião do Capitão Alexandre dos Santos, comandante regional do Corpo de Bombeiros, sobre a prática de queimar matagais e lixos em terrenos baldios.
Para ele, o problema seria resolvido se os proprietários das áreas mantivessem-nas limpas ou as ocupassem. "Mas é preciso deixar claro que a limpeza tem de ser feita de maneira correta."
Depois de carpir, o mato e lixo devem ser direcionados para locais específicos. A Prefeitura mantém espaço próprio para receber restos de mato e árvores podadas: o aterro de resíduos orgânicos localizado próximo ao antigo aterro da Fazenda Municipal (atrás do Posto Paineirão). Já o lixo doméstico deve seguir ao aterro da Fazenda Nova Jersey e entulhos para o Aterro de Resíduos Inertes do Aeroporto III. "O ideal é a pessoa contratar alguém para carpir o mato e depois um carroceiro ou empresa de caçamba para dar destinação correta à sujeira retirada da área. Os caçambeiros e carroceiros sabem que têm de levar para os aterros", disse a secretária de Obras, Valéria Marson. Também é recomendado que a pessoa aplique veneno (mata-mato) para conter o mato.
Segundo o Capitão Alexandre, as pessoas também precisam ser menos egoístas. "Ao colocar fogo, a pessoa acaba com o mato, lixo e elimina alguns bichos rapidamente. É algo prático, mas criminoso, contra princípios do meio ambiente e traz prejuízos à saúde humana. As pessoas não podem ser egoístas e só querer resolver seus problemas. Tem de ter responsabilidade social."
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