O homem acusado de dar 13 facadas no funileiro Carlos Roberto Ramos da Silva, 45, já está atrás das grades. Odirley Alves da Silva, 28, foi detido ontem pelos policiais do 2º DP e levado para a cadeia. A Justiça decretou sua prisão temporária por 30 dias. O acusado confessou a autoria do crime e disse que agiu em legítima defesa. “Matei para não morrer”.
O homicídio aconteceu sexta-feira na Vila Imperador. O funileiro fazia um churrasco com familiares e amigos em sua oficina, quando percebeu um forte cheiro maconha vindo da rua. Ele foi tirar satisfações com os viciados e uma confusão começou.
Segundo informações da polícia, Carlos Roberto teria seguido Odirley por alguns quarteirões e entrado em luta corporal com ele. Atingido por mais de dez facadas, morreu ao dar entrada na Santa Casa. Familiares alegam que a vítima foi esfaqueada por ter acionado a PM para os maconheiros.
Durante a confusão no bairro, o criminoso deixou cair a carteira com os documentos. No local, também foi apreendido um cigarro de maconha. Mesmo sabendo que era o principal suspeito, Odirley não deixou a cidade e era visto constantemente no bairro, o que revoltou familiares da vítima. Na tarde de quarta-feira, o delegado Luiz Carlos da Silva obteve um mandado de prisão e manteve a informação sob sigilo para não espantar o acusado.
Na manhã de ontem, os investigadores do 2º DP fizeram buscas em vários endereços onde Odirley poderia estar escondido, como casa de parentes e amigos. “Sem ter para onde continuar fugindo, ele se sentiu acuado e resolveu se apresentar na delegacia em companhia de um advogado. Não sabiam da existência do mandado de prisão”, disse o investigador Ademar Tavares.
O acusado levou os policiais à cena do crime e apontou o local onde começou a briga e o ponto exato em que morreu a vítima. O homicídio aconteceu a aproximadamente 400 metros da oficina onde ocorria o churrasco. Odirley disse estar desarmado quando fumava o baseado e que pegou a faca na casa de um conhecido após ter sido expulso do local pelos amigos do funileiro.
Com passagem anterior por tráfico de drogas, o autor do assassinato foi levado para a cadeia no fim da tarde. A Polícia Civil continua investigando o caso e espera encontrar o amigo de Odirley que participado da confusão. “Ele não tem envolvimento direto no homicídio. Participou apenas na lesão corporal e deverá responder por isso”, finalizou Ademar Tavares
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