Remédios ainda mais caros


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Ao final de março, as indústrias farmacêuticas reajustaram os preços dos remédios, que por volta de 8 de abril estarão ainda mais caros para os consumidores. Ao todo, 20 mil itens sofrerão alterações de até 3%. O novo preço desses itens vai assustar o paciente que for à farmácia comprar o medicamento prescrito pelo médico. A indústria farmacêutica se defende, dizendo que o remédio fabricado no Brasil é atualmente o quarto mais barato do mundo, só perdendo para a Coréia do Sul, o Uruguai e a Colômbia e que uma das principais causas do preço elevado é a tributação, que no país atinge valores bastante altos. No México, Inglaterra e Japão, por exemplo, o imposto é zero. Seja por isso ou aquilo, o fato é que o remédio no Brasil custa o dobro do que na Europa e nos Estados Unidos. Ao contrário do Brasil, esses países consideram o medicamento um bem essencial há muitos anos. Aqui em Franca, segundo alguns gerentes, as farmácias vão absorver o aumento por meio de descontos devido à concorrência entre as redes. Mas esse recurso, na verdade, é pouco significativo porque, apesar do monitoramento de preços feito pelo governo, cerca de 400 medicamentos tiveram aumentos de até 49,44% no último ano, sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos (IDUM). A pesquisa também constatou aumentos acima da inflação nos remédios não-controlados pelo governo, mas muitos consumidos no país, como os analgésicos e os antigripais, que subiram em média 30% e 10%, respectivamente. Mas ainda há luz no fim do túnel. Até o final de 2007 os contraceptivos poderão ter uma redução de preço de até 50%. Isso é significativo porque se estima que a mulher brasileira tenha um gasto anual de R$ 360 para compra de anticoncepcionais. Ao que tudo indica, a idéia é prevenir para não remediar. ALEXANDRE TABAH é sócio-diiretor do Shopping do Calçado de Franca e da Alta Agência de Publicidade e Marketing

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