Os argentinos do Ben Hur, na primeira partida, em Rafaela, semana passada, pareciam inabaláveis. Trocaram bolas na quadra inteira, de cabeça erguida, envolveram completamente o Unimed/Franca. Quando o adversário tentou reagir, foi logo engolido pela forte marcação armada pelo técnico Julio Lamas.
Assim também ocorreu no primeiro tempo do jogo de ontem, no Póli: Franca se matou para manter o equilíbrio da partida. O Ben Hur, tranqüilo, somente esperou o momento de matar o jogo no segundo tempo.
Só que desta vez, o cestinha Villagres, negociado com o Quilmes, não estava em quadra. No segundo tempo deu tudo errado para os argentinos. A magia do Póli inflamou os francanos e tudo inverteu. O Franca Basquete, no terceiro quarto, atropelou o Ben Hur. Caiu a máscara de frieza vestida pelo rival vindo da província de Rafaela.
Picarelli tremeu. Não fez as jogadas de efeito do primeiro confronto, foi mal nas assistências e só fez seis pontos.
Tintorelli também sentiu a pressão de jogar no Póli e perdeu o duelo com Estevam e Murilo. E o treinador Julio Lamas, quem diria? No primeiro jogo, pareceu estar em um pedestal, soberano.
Ontem, desesperou-se ao ver seu time ser massacrado no terceiro quarto. Bastou ver o que passou aos seus atletas em diferentes momentos da partida.
No primeiro quarto, a habitual confiança: “Está tudo sob controle. É só fazer nosso jogo”. No segundo, um pouco menos: “Estamos no jogo. Basta melhorar na defesa”. No terceiro, já estava desconfiado: “Se não nos concentrarmos, vamos perder”.
Nos últimos dez minutos, descabelou-se: “Não podemos perder por mais de 14 pontos”. Após a partida, nos vestiários, Lamas reconheceu que faltou tranqüilidade à sua equipe. “Eles nos sufocaram na quadra de defesa. Não nos deixaram jogar”.
O pivô Tintorelli, por sua vez, atribuiu a derrota à falta do cestinha. “Villagres tem bom arremesso e é um jogador importante. Sentimos sua ausência”, disse. Para o auxiliar técnico do Ben Hur, Facundo Muller, o problema foi outro. “Houve muito barulho feito pelos torcedores do lado de fora do hotel até as quatro da manhã. Ninguém descansou. Amanhã (hoje) nem vamos treinar para poder descansar um pouco mais”.
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