A conta de luz vai ficar mais cara a partir deste domingo. O reajuste autorizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), para a CPFL Paulista, que atende Franca e região, é de 3,48% para as residências - com baixa tensão - e 4,02% para indústrias - alta tensão. Um aumento relativamente baixo, mas somando os reajustes dos últimos quatro anos, são mais de 50% de acréscimo.
A dona de casa Joselaine Cristina Mouro já sentiu a diferença no bolso. Há três anos, ela pagava cerca de R$ 40 na conta de luz. Neste ano, o valor está variando entre R$ 70 e R$ 75, um aumento de 87,5%. Ela consome de 180 a 190 kw por mês. “A conta de luz sobe todo ano de pouco em pouco, mas eu percebo sempre. O salário do meu marido não aumentou na mesma proporção. Tem mês em que a gente passa apertado”.
Ela conta que toma as medidas necessárias para economizar energia, mas não são suficientes. “Eu só lavo e passo roupas uma vez por semana. A duração dos banhos das minhas duas filhas é controlada. Mas por mais que se economize, têm coisas básicas como a geladeira que não dá para desligar”.
Para calcular o reajuste que é feito anualmente, a assessoria de imprensa da Aneel explicou que são levados em consideração os custos internos da empresa, projeção do que ela vai gastar no ano seguinte e os encargos que são recolhidos pela concessionária mas são pagos pelos consumidores.
Em São Paulo, o reajuste vai atingir 3,256 milhões de unidades consumidoras em 234 municípios do Estado atendidos pela concessionária.
Para os consumidores atendidos pela Cemig (Centrais Energéticas de Minas Gerais), maior distribuidora de energia do País, o reajuste será de 6,5% para as residências e 2,89% para as indústrias. A empresa abastece aproximadamente 2,5 milhões de residências em 775 cidades mineiras.
LUCROS
O grupo CPFL, que conjuga várias distribuidoras espalhadas pelo País, registrou lucro líquido de R$ 1,4 bilhão em 2006. O resultado é 37,5% superior ao obtido em 2005. A receita líquida cresceu 15,2%. A CPFL Energia tem 5,9 milhões de clientes e atua nas áreas de geração, distribuição e comercialização de energia elétrica. As empresas de distribuição atendem o interior e litoral de São Paulo, parte do norte paranaense e nas regiões norte e nordeste do Rio Grande do Sul.
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