Foi uma barbada. A base aliada ao governo na Câmara manteve a fidelidade ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e matou “no ninho”, na sessão de ontem, o projeto da oposição de instaurar uma CEI (Comissão Especial de Inquérito). A comissão, que investigaria a licitação para as obras no Córrego dos Bagres, precisava da assinatura de ao menos cinco vereadores dos 15, mas 13 se posicionaram contra a ação, isolando os petistas Silas Cuba e Gilson Pelizaro, que tiveram que desistir da idéia.
Apesar de ter maioria entre os parlamentares, Rocha se preveniu e enviou sua tropa de choque à Câmara para garantir, nos bastidores, que a CEI não vingasse. Seu chefe de gabinete, José Paschoal Ribeiro, e os secretários de Governo, Odair Tristão, e de Finanças, Sebastião Ananias, foram os escolhidos. “Viemos aqui para derrubar esta CEI”, reconheceu Paschoal.
A estratégia deu certo. Pouco depois de uma hora após o início da sessão, Cuba já havia jogado a toalha. “O governo agiu como um rolo compressor, abafou o processo. Acredito que o prefeito perdeu a chance de comprovar que está tudo certo”.
Rocha comemorou discretamente a vitória. “Os vereadores são livres para votar. Mas volto a afirmar que já agi: determinei a instauração de uma sindicância e tudo será investigado”, disse.
O tucano, na última sexta-feira, já havia cancelado a licitação depois de descobrir que a empresa que elaborou o projeto técnico, a Betontest, pertence a Taísa Cintra Franceshi, mulher do engenheiro da Secretaria de Planejamento Urbano, Marco Antônio Franceshi.
SEM ORKUT
Ainda ontem, os vereadores aprovaram projeto de Joaquim Ribeiro (PSB) que prevê a instalação de mecanismos de filtragem de acesso à internet em computadores da administração. O objetivo é coibir a navegação em sites de conteúdo pornográfico e de relacionamentos, como Orkut.
Foi aprovada, ainda, a autorização para que a Prefeitura remaneje verbas do Orçamento, a mais relevante no valor de até R$ 1,3 milhão, a ser utilizada na liquidação do Dinfra (Distritos Industriais de Franca).
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