Ser ágil para ser competente


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Em visita ao campus de Franca em 26 de março de 2007, o reitor da Unesp, Marcos Macari abordou positivamente a transferência do curso de Graduação em Relações Internacionais desta cidade para São Paulo. Há uma possibilidade de o curso de R.I. da Unesp-Franca ser transferido para São Paulo, mas antes de enunciar as razões plausíveis, como aluno da primeira turma (2002), devo agradecer aos francanos e funcionários da Unesp pela convivência, e a sabedoria e nobreza de muitos professores do Direito, da História e Serviço Social que nos ministraram aulas quando o curso de R.I. carecia de contratações docentes. O processo de abertura deste curso foi iniciado em 1998 pela então diretora da Faculdade de História, Direito e Serviço Social (FHDSS), Neide Lehfeld, que antevia a necessidade deste profissional numa futura pujança econômica brasileira, o que não ocorreu. O crescimento pífio da economia influencia diretamente na empregabilidade deste profissional, a qual considero sub-ótima, ou seja, baixo nível de integração regional e inserção internacional ocasional. Desde 2002, os cursos de relações internacionais cresceram exponencialmente. Hoje temos mais de 60 cursos abertos, 17 só em São Paulo. A megalópole de São Paulo é o locus destes profissionais. Já o interior paulista, que tem potencial subaproveitado, deve abrir mais espaço para as relações internacionais. No entanto, a expertise só é encontrada na capital, daí a demanda da maioria dos alunos de R.I. pela transferência. Franca é considerada por muitos estudiosos como um cluster, isto é, um pólo industrial sólido capaz de gerar outras cadeias produtivas. Porém, está em franca decadência. Tal decadência atribuo aos erros macroeconômicos dos governos tanto estadual como federal e à ausência de estratégias do empresariado francano. Considero que nesta ausência de estratégias é que entraria o profissional de Relações Internacionais, daí uma demanda legítima de alguns alunos e professores por permanecer em Franca. Particularmente, não tenho esta perspectiva, ou esperança. A dificuldade de 100 alunos/ano em procurar e, quiçá, encontrar estágio é sintomática desse desencaixe. As Relações Internacionais perpassam o local, o regional e o global o tempo todo, mas as decisões partem dos grandes capitais: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, em metrópoles acima de 500.000 habitantes. Aliás, a Secretaria de Ensino Superior (MEC/SESu) deveria baixar uma portaria para abrir este curso somente em cidades com população acima de 500.000 habitantes. Pela potência em ensino e pesquisa que a UNESP representa não só no interior, mas em todo o Brasil, ela tem o dever de não se omitir na melhoria deste curso, transferindo-o. No tocante à Pedagogia - cuja chegada é esperada no Campus -, este curso tem institucionalização recente, ainda não há corpo docente suficiente para mais de 60 cursos abertos. A docência, portanto, é o futuro de muitos profissionais de R.I. Mais um motivo para estar em São Paulo. Lá está quase um terço dos cursos em andamento. Espero apoio e compreensão da comunidade. ANSELMO TAKAKI é representante discente no Conselho de Curso de Relações Internacionais da Unesp de Franca

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