O velório da dona de casa Maria José da Silva, 62, terminou em muita confusão no final da tarde de ontem no Cemitério Santo Agostinho. Familiares constataram que o corpo dela não estava frio e resolveram impedir o sepultamento.
Soldados do Corpo de Bombeiros estiveram no velório e constataram que apesar do corpo não apresentar sinais vitais, ainda estava quente. O caixão foi levado novamente para a funerária para uma segunda avaliação do médico legista.
Maria José começou a passar mal no interior de sua casa, na Avenida Dom Pedro, Vila Gosuen, na manhã de ontem. Apresentando quadro clínico de infarto, ela foi socorrida até o Pronto-Socorro “Doutor Janjão”. Horas depois, a família recebeu a informação que ela havia falecido.
Após a constatação da morte, o corpo foi levado para a funerária, onde o médico legista Mauro Tozzi assinou o atestado de óbito dando como causa mortis parada cardiorrespiratória.
O sepultamento de Maria José estava marcado para as 17 horas. O velório acontecia no próprio cemitério quando, de repente, uma tremenda confusão se formou ao redor do caixão. Familiares verificaram que o corpo estava quente, diferente de uma outra pessoa que estava sendo velada na sala ao lado. “Coloquei a mão no corpo da sala ao lado e ele estava gelado. Voltei e coloquei a mão nela e estava quente. O outro estava duro e ela, mole”, disse o motorista Antônio da Silva, marido da dona de casa, que mandou parar o velório.
O caixão a com a mulher foi transportado com a tampa aberta até a funerária, onde o médico Mauro Tozzi confirmou o óbito. “A temperatura ambiente elevada retarda o resfriamento cadavérico”.
Depois que tudo ficou esclarecido, familiares sepultaram o corpo Maria José da Silva, às 19h30, no Cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da funerária São Francisco.
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