O vereador Valter Gomes (PSB) justificou, ontem, porque chegou tão atrasado às quatro últimas sessões da Câmara. Somente nessas reuniões, os atrasados somaram cinco horas e 48 minutos. Em média, Gomes chega às 15h27 à sessão, que se inicia às 14 horas.
Procurado nos últimos dias para falar sobre o assunto, o parlamentar não foi encontrado. Ontem, apareceu e disse que está doente (preferiu não especificar o problema) e que, por isso, tem perdido a hora. “Estava com um probleminha de saúde, pessoal, que está ocorrendo de um mês para cá, por isso tenho atrasado. Anteriormente, pode consultar, não havia nada disso”, disse.
Questionado sobre a repercussão negativa dos atrasos, Gomes disse que não se preocupa muito. Para ele, a população busca outros atributos no vereador, além da pontualidade. “Nosso trabalho é bem mais amplo. Eu, por exemplo, tenho gente visitando a cidade todos os dias. Não é à toa que estou na Câmara há quatro mandatos”, disse.
EFEITO PRESIDÊNCIA
A presidência da Câmara é um cargo que parece fazer bem aos vereadores. Tanto que Joaquim Ribeiro (PSB) não tem se atrasado um minuto sequer. O mesmo ocorreu com o dono do cargo em 2005, Marcelo Mambrini (PMN), que sempre chegava até um pouco antes das 14 horas. Mas agora, como “vereador normal”, Mambrini tem perdido a hora. Tanto que atrasou, em quatro sessões, 1 hora e 38 minutos, média de 25 minutos em cada uma delas. “Quando era presidente, nem poderia ser diferente, porque tinha de dar o exemplo. Mas é complicado”.
Mambrini reconheceu o atraso, mas não perdeu a chance de dedurar Joaquim, que, segundo ele, atrasava sempre em 2005. “Agora, ele cumpre o horário certinho, mas não era assim quando eu era o presidente: no ano passado, ele nunca chegou na hora certinha”.
Ribeiro não foi encontrado para repercutir o comentário do “colega”.
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