“Você foi desonesto, Você não vai dormir, você está com a consciência pesada”. Esse foi o desabafo do treinador Wantuil Rodrigues para o árbitro Alexandre Augusto Silva após o empate em 2 a 2, domingo, entre Francana e Grêmio Catanduvense no Estádio Lanchão, pela 15ª rodada do Paulista da Série A-3. Para a Veterana, a atuação do juiz foi questionável e suas marcações influenciaram diretamente no resultado da partida.
A Francana vencia o jogo por 2 a 0 até os 21 minutos do segundo tempo. Seis minutos depois, Cleiton fez o primeiro gol do adversário. A reclamação: o jogador estava impedido. Aos 51 minutos, Cleiton marcou o segundo, de pênalti. Novos protestos, pois a falta dentro da área (Luis Carlos teria colocado a mão na bola após cobrança de escanteio) não teria existido. O escanteio que originou o pênalti também seria fruto de uma marcação errada, pois deveria ter sido anotado tiro de meta a favor da Francana. Por fim, o juiz fez voltar a cobrança por três vezes, alegando invasão de área dos zagueiros esmeraldinos. Luis Carlos foi expulso após a segunda cobrança. O que valeu foi mesmo o gol de empate da Catanduvense e o apito final do árbitro logo após a cobrança válida. Apesar de estar nos acréscimos, o juiz assinalou na súmula que esse gol foi marcado aos 44 minutos do segundo tempo. A invasão foi imediata.
Ontem, 24 horas depois, Wantuil Rodrigues ainda estava inconformado. “Vi nas imagens, os dois gols (do Catanduvense) foram irregulares”, disse após assistir à gravação do jogo. O zagueiro que, segundo o juiz, pôs a mão na bola, negou o lance. “Sou honesto, eu não coloquei a mão na bola”, afirmou Luís Carlos.
A irritação de Wantuil foi ainda maior no fim do jogo. Na ocasião, torcedores, jogadores e dirigentes invadiram o campo e foram atrás do árbitro. A Polícia Militar teve de escoltar Alexandre Augusto, como também os auxiliares Luiz Cláudio Dias e José Renato Cabral. O fato foi relatado na súmula entregue à Federação Paulista de Futebol e a pena pode ser perda do mando de campo. Restam duas partidas no Lanchão.
O empate fez a Veterana chegar aos 12 pontos e continuar na zona de rebaixamento. O Grêmio Catanduvense tem 26 pontos e subiu para o grupo dos oito classificados.
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o JOGO
O trabalho de recuperação da auto-estima do elenco da Francana, realizado no sábado, pareceu dar resultados no início do jogo. A equipe atraiu o Catanduvense e atuou em contra-ataques. Em um desses lances, logo aos sete minutos do 1º tempo, Rogério cruzou na área, pela esquerda. Cezar Santos tentou desviar, mas mandou a bola para o fundo das próprias redes: 1 a 0. Já na etapa complementar, em outro contra-ataque, Thiago Paiva levantou para Hudson na área. O atacante recebeu, mas foi desarmado e caiu.
Ainda assim, recuperou a bola, e passou na pequena área para Rogério chutar forte e cruzado: 2 a 0. A partir daí, o jogo virou. Marcações duvidosas colocaram o Catanduvense novamente na partida. O empate saiu já nos acréscimos e a confusão se instalou.
Na noite de ontem, a diretoria da Veterana, Wantuil Rodrigues e o vice-presidente regional da FPF, Gilson de Souza, reuniram-se para definir como será a contestação contra o juiz na federação. O próximo confronto da Francana é no sábado, às 15 horas, fora de casa, contra o São Bernardo.
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