A Polícia Civil alega que apenas cumpriu a lei ao efetuar a prisão de Isabel Cristina. A mulher entrou nas estatísticas como uma das 58 pessoas presas na área da Delegacia Seccional de Franca durante a megaoperação realizada no dia 23 de março em todo o País.
Na oportunidade, o delegado titular do 3º DP, João Walter Tostes Garcia, estava de férias. Responsável pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Wanir José da Silveira Júnior, respondia por aquela delegacia. Para ele, a polícia não foi arbitrária. “Ela constava como procurada nos registros da Polícia Civil e mandado de prisão havia, sim. Só é constado em nosso sistema (que a pessoa é procurada) quando a cópia do mandado chega até ele”.
Para o delegado, os policiais de Franca não tinham outra alternativa a não ser efetuar a prisão da mulher. A falha teria partido de quem expediu a ordem para prender Isabel Cristina. “Cumprimos nossa obrigação e checamos seus dados no sistema. Os dados indicavam que ela era procurada. No dia da prisão, ainda a orientei para que procurasse um advogado para tentar provar sua inocência. Se houve algum erro, isso não cabe à polícia discutir. Cabe à polícia cumprir ordem judicial. Isso foi o que fizemos”, finaliza o delegado.
A 2ª Vara do Júri do Jabaquara não informou por quais motivos a sapateira foi mandada para a cadeia. Ela não aparece no processo 646/91, que refere-se ao réu Dorival Sant’ana, autor do homicídio. Pesquisa feita no referido cartório indica que não consta nenhum processo em andamento contra Isabel. A juíza Élia Kinosita Bulman, responsável pelo caso, não foi encontrada para falar sobre a prisão da francana.
A escrevente chefe do cartório, Helenilda dos Santos Alves, conversou informalmente com a reportagem, e disse que a 2ª Vara não teria culpa alguma. “Erro nosso, não foi. Não temos culpa. Não fomos nós que prendemos. Não tinha mandado contra ela”.
Helenilda acredita que a juíza deverá abrir procedimento interno para apurar responsabilidades.
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