Concorrência derruba preço da passagem para Patrocínio


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A doméstica Elicélia de Souza mostra a passagem que comprou para ir até Itirapuã, onde mora, por R$ 2,50. “Podia cair pelo menos para R$ 2, se eles baixaram até Patrocínio”
A doméstica Elicélia de Souza mostra a passagem que comprou para ir até Itirapuã, onde mora, por R$ 2,50. “Podia cair pelo menos para R$ 2, se eles baixaram até Patrocínio”
A concorrência derrubou o preço da passagem para Patrocínio Paulista. Na disputa por passageiros, o preço do bilhete que custava de R$ 2,09 a R$ 3 caiu mais da metade. De Franca, saem três empresas rodoviárias e duas vans que passam por Patrocínio. Há três meses, uma das companhias decidiu lutar pelos passageiros. As vans entraram para a briga. Resultado: quem quiser viajar para Patrocínio pode pagar R$ 1. A estratégia agressiva começou com a Cristalense Transportes, única empresa intermunicipal a fazer a linha entre Franca e Patrocínio. A princípio, eles baixaram o preço de R$ 2,10 para R$ 1,50. As vans fizeram o mesmo. Para acabar com a concorrência, a empresa decidiu fazer uma promoção e cobrar R$ 1 - mais barato que a passagem do ônibus circular em Franca que custa R$ 2. Os passageiros tomam o ônibus na Rodoviária de Patrocínio e desembarcam no Terminal “Ayrton Senna”, no centro de Franca. O diretor da viação, Jaime Silva, diz que a redução do preço das passagens é uma promoção ‘relâmpago’, mas que não tem tempo para acabar. Ontem, ele não quis revelar quantos passageiros transporta diariamente para Patrocínio Paulista, nem qual a fatia do mercado que perdeu com a concorrência. Silva admite apenas que o número de usuários caiu. “Essa promoção é para reaquecer o movimento. É uma tática de mercado”. As outras companhias não adotaram a mesma estratégia. As empresas Gardênia e Triangulino, que fazem o transporte interestadual, não alteraram seus preços, nem tem planos para isso. A primeira cobra R$ 2,09 pelo bilhete e a segunda, R$ 3. “Nosso objetivo é São Sebastião do Paraíso e outras cidades”, disse um funcionário da Triangulino que preferiu não se identificar. Mas quem depende dos ônibus ou das vans, não tem do que reclamar. As duas vans fazem o transporte de hora em hora. Uma tem capacidade para carregar 23 pessoas e a outra, 15. Antes, a viagem era feita de rodoviária a rodoviária, passando por alguns pontos no caminho. Agora, quem quiser, poderá sair do bairro João Lopes Sobrinho, na periferia de Patrocínio, e desembarcar na porta da Santa Casa de Franca. Mas terá que pagar R$ 1,50. O motorista de uma das vans, Valdete de Jesus, disse que não têm condições de baixar ainda mais e chegar ao R$ 1 cobrado pela Cristalense. “Não dá para acompanhar esse preço, do contrário não tiro nem para o combustível”. Jesus transporta em média cem pessoas por dia e garante: “Não pretendo parar de rodar”.

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