Parecia ser mentira a partida assistida pela pequena torcida que estava no Estádio Lanchão no domingo. As dúvidas sobre o que acontecia recaíram sobre o árbitro Alexandre Augusto Silva, que apitou o jogo entre Francana e Grêmio Catanduvense, pela 15ª rodada da Série A-3.
O time da casa esteve perto de vencer por 2 a 1 o jogo e, em dois lances duvidosos, após os 45 minutos da etapa complementar, o adversário conseguiu chegar ao empate em 2 a 2 e manter a Veterana na zona de rebaixamento. Era 1º de abril, mas tudo que acontecia em Franca era verdade.
Com o término da disputa, houve princípio de tumulto e enquanto muitos jogadores da Francana voltavam para o vestiário com o resultado do empate, o técnico Wantuil Rodrigues não se segurou e correu para o meio de campo reclamar com a arbitragem. Alguns torcedores ainda invadiram o campo e a Polícia Militar teve de escoltar o juiz Alexandre Augusto, como também os auxiliares Luiz Cláudio Dias e José Renato Cabral.
Na saída do vestiário, o trio estava de cabeça baixa, sem olhar para diretores da Francana e torcedores que protestavam e foram embora dentro do carro da polícia.
O presidente da Francana, José Servino Braga, disse que nesta segunda-feira procurará oficializar o questionamento da arbitragem na Federação Paulista de Futebol.
O empate fez a Veterana conquistar somente um ponto, somando 12, mas continuando na zona de rebaixamento. O Grêmio Catanduvense ficou com 26 pontos e ocupa a sétima posição, portanto entre os oito classificados para a próxima fase.
Os donos da casa saíram na frente com um gol contra de Cezar Santos, aos sete minutos do primeiro tempo, após ele desviar contra o próprio “patrimônio” o cruzamento feito pela esquerda de Rogério. Já na etapa complementar, em contra-ataque, Thiago Paiva levantou para Hudson na área do Catanduvense. O atacante girou, e mesmo um zagueiro adversário tentando o desarme, ele conseguiu dominar na pequena área e passar para Rogério bater forte contra o gol de Leandro Bahia, 2 a 0.
A partir daí, a Francana cedeu mais espaço para Catanduvense atacar. Em uma dessas tentativas, Clayton, aos 27 minutos, recebeu na entrada da área na esquerda e, sozinho, chutou no canto esquerdo de Conrado. Houve reclamação de jogadores alegando que o atacante visitante voltava de impedimento.
O placar de 2 a 1 parecia um martírio para a Francana. Pressão a todo instante na área esmeraldina. O drama aumentou com o acréscimo de quatro minutos para terminar o segundo tempo. Até que aos 47, o juiz marcou um escanteio inexistente.
Após a cobrança, o árbitro marcou toque de mão do zagueiro Luís Carlos para desviar a bola de dentro da área. As opiniões em campo se divergiram sobre a marcação e houve reclamação de dentro e fora do campo.
Clayton foi bater e o árbitro mandou voltar três vezes o lance, alegando invasão dos jogadores do Catanduvense. Mesmo assim, o atacante acertou na três vezes, apesar de valer apenas a última, e o placar ficou em 2 a 2.
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