Conforme relatado na notícia “O fim do troca-troca”, uma boa confusão está por vir. O recente parecer do TSE que declara que o mandato é do partido pode forçar o inicio da famigerada reforma política, que há algum tempo já deveria ter sido feita. Tudo o que fortalecer a fidelidade partidária e a clareza de ideais conta com o meu apoio. O que preocupa é o uso disso como forma do partido manipu-lar seus deputados e vereadores. Creio que caso haja alguma opinião incompatível entre o parlamentar e o partido, precisa-se ter um cami-nho alternativo. Não é justo que um parlamentar seja obrigado a manter-se num partido que não compartilha de suas opiniões. Já passou a hora da Câmara chamar para si a responsabilidade nesta questão decisiva para a vida política do Brasil. A Câmara não pode simplesmente assistir o Judiciário legislar por sua omissão. Não é bom para a democracia, não é bom para o País, não é bom para ninguém.
Humberto da Silva Mello
é leitor do Comércio da Franca
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